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Defesa
de todos os direitos previstos na Convenção Coletiva de Trabalho
(CCT), manutenção da mesa única de negociação, dos empregos,
aumento real de salário e negociação coletiva. Essas são as
principais reivindicações da Campanha Nacional dos Bancários 2018,
lançada nesta quinta-feira (21), no Estado de Pernambuco.
O
ato público realizado na emblemática Praça da Independência no
Recife objetivou envolver os bancários e a população na luta por
melhores condições de trabalho e em defesa dos usuários do sistema
financeiro.
Ao
som do forró pé-de-serra, ritmo característico do festejo junino
do Nordeste, os bancários mostraram que estão com disposição para
defender os direitos da categoria nas rodadas de negociação com os
banqueiros, que começam no próximo dia 28, e se necessário para
aderir à greve nacional.
A
presidenta do Sindicato, Suzineide Rodrigues, destacou que os
bancários irão realizar neste ano uma campanha unificada ainda mais
forte para enfrentar a conjuntura adversa aos trabalhadores, imposta
pelo governo de Michel Temer em benefício do setor patronal. “Os
banqueiros já receberam a nossa pauta no dia 13 de junho. Sabemos
que essa será uma negociação difícil, porque a reforma
trabalhista representa um grande risco para a nossa CCT. Mas,
enquanto trabalhadores, conscientes de que somos nós que damos lucro
para eles, estamos dispostos a tudo para garantir a manutenção de
todos os nossos direitos”, afirmou.
A
campanha foi antecipada neste ano, devido ao fim da “ultratividade”,
dispositivo legal que assegurava aos trabalhadores a validade dos
direitos assegurados na CCT em vigência até a assinatura de um novo
acordo. Com a reforma trabalhista, os bancários estão legalmente
desprotegidos depois do dia 31 de agosto deste ano.
O
lucro líquido dos cinco maiores bancos do País somou R$ 77,4
bilhões, com alta de 33,5% em doze meses. Os números comprovam que
os bancos lucraram mesmo durante a crise econômica brasileira e que
eles têm condições de atender às reivindicações dos bancários
por melhores condições de trabalho e participação maior nos
lucros e resultados.
A
Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro no
Nordeste(Fetrafi-NE), representada pela diretora Tereza Souza,
reforçou que a campanha da categoria também envolve pautas em
benefício da sociedade. “Apenas com as tarifas cobradas aos
usuários do sistema financeiro, os bancos pagam quase duas folhas de
pagamento dos seus funcionários. A nossa campanha quer garantir
melhores condições de atendimento ao cliente e que todos possam ter
acesso ao atendimento bancário, não apenas o grande investidor.
Também exigimos mais segurança bancária. Acreditamos que neste ano
haverá greve e contamos com o apoio da população, porque essa
luta é de todos”, frisou a dirigente.
Além
da manutenção das 71 cláusulas presentes da CCT, a garantia do
emprego é uma das pautas prioritárias dos bancários. Dados do
Ministério do Trabalho apontam que o fechamento de postos de
trabalho é expressivo no setor bancário. Entre 2012 e 2017, foram
desligados mais de 54 mil bancários. “O saldo negativo do emprego
no setor continua a ser uma tendência em 2018. Queremos o
fortalecimento dos bancos públicos, com a convocação dos
concursados e mais contratações de bancário em regime de CLT nos
bancos privados”, afirmou a secretária-Geral do Sindicato, Sandra
Trajano.
A
Campanha Nacional dos Bancários 2018 segue nos próximos meses,
difundindo o mote “Todos por Tudo – Resistir e Vencer” para
mobilizar a participação de toda categoria nos atos, assembleias e
atividades do calendário da campanha unificada.