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Nesta quinta-feira (26), a Confederação
dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), assessorada pela
Comissão Nacional dos Funcionários do Banco do Nordeste (CNFBNB),
se reuniu com diretores do Banco, na segunda negociação específica,
visando ao acordo 2018/2019. Foram colocadas em pauta à
representação do Banco do Nordeste, as cláusulas sobre PCR, concurso,
concorrências, reestruturação e repasses da Camed Corretora.
A negociação contou com a presença
do secretário-Geral da Contraf-CUT, Gustavo Tabatinga e
representantes sindicais do Banco do Nordeste, entre eles, o dirigente do Sindicato
dos Bancários de Pernambuco, Ricardo Vaz.
Nessa rodada, inicialmente, os
representantes dos trabalhadores colocaram na mesa a necessidade de
suspensão do reajuste da contribuição para a Camed, principalmente
a cobrança retroativa ao mês de janeiro deste ano. Após debate com
a direção do banco, que explicitou a necessidade da aprovação do
aumento e da sua autorização pelo banco e no âmbito da SEST,
solicitou-se ampliação do prazo do pagamento das parcelas
atrasadas, para até 24 meses, se assim o funcionário optar.
Os representantes dos trabalhadores
fizeram ampla defesa da importância da revisão do Plano de Cargos e
Remuneração (PCR). O Banco mandou resgatar o estudo elaborado pelo
grupo de trabalho, para que possa reabrir a discussão na próxima
reunião.
Os representantes sindicais cobraram
em mesa novo processo de concorrências. O Banco informou que vai
reabrir o processo com mais de 220 concorrências, atendendo assim, a
reivindicação dos funcionários. Foi cobrado mais empenho na
contratação de novos bancários e na busca de autorização para
realização de novos concursos.
Também colocou-se em mesa, os
processos de reestruturação que o Banco do Nordeste tem feito, pedindo garantias
da Cláusula nº 37 da Minuta, reforçando a importância de que
sejam assegurados 12 meses da função em comissão do trabalhador,
caso ele seja impactado pela reestruturação. O Banco ficou de
analisar essa proposta. Em mesa anterior, as entidades conseguiram
ampliar esse prazo de três para seis meses, mais ainda é
insuficiente diante do cenário adverso enfrentado pelos
funcionários.
Ainda foi cobrado pelos sindicatos
o posicionamento do Banco sobre a Cláusula nº 53 da pauta de
reivindicações específicas que trata do aumento do repasse da
Camed Corretora, de 35% para 55% do seu lucro líquido para
fortalecer a Camed Saúde. O Banco ficou de analisar a proposta.
Foi ressaltada ainda a necessidade da
assinatura do pré-acordo, mas o Banco disse que vai aguardar o
desenrolar das negociações. Foi reivindicado também que o novo
acordo garanta todos os direitos já conquistados com uma perspectiva
positiva nesse sentido, embora sem fechamento em mesa.
A reunião tratou também da
contratação da empresa Trivale, que operacionaliza o ValeCard.
Diretores desta empresa presentes à reunião disserem ter total
interesse de resolver a questão da rede de atendimento, e
disponibilizaram um WhatsApp institucional e e-mail
(bnb@valecard.com.br) para
que o funcionário, se quiser, indicar estabelecimentos para
parceria, tanto para o cartão-alimentação, como cartão-refeição.
“A direção do Banco do Nordeste está sensível às reivindicações dos funcionários, mas está amarrada pelos órgãos controladores que, sob o comando do governo ultraliberal de Temer, limitam as possibilidades de acordos na mesa de negociação”, avalia Ricardo Vaz.