Assim como na mesa da Campanha Nacional 2018, as negociações com a Caixa Econômica Federal e com Banco do Brasil não tiveram avanços significativos para os bancários. No dia 26 de julho, os representantes dos funcionários do BB debateram as cláusulas sociais e sindicais, enquanto os representantes dos empregados da Caixa discutiram Saúde Caixa e Funcef.
A direção do BB apresentou a proposta de abrir a possibilidade de parcelamento de férias em três períodos, dentro das regras vigentes na legislação pós-reforma trabalhista; e de reduzir para apenas um ciclo avaliatório de Gestão de Desempenho por Competências (GDP) o período para o descomissionamento. “Essa proposta traz mais insegurança para os funcionários e pode facilitar as situações de assédio e perseguição”, avalia a secretária-Geral Sandra Trajano.
Já a direção da Caixa afirmou na mesa que a Resolução nº 23 – CGPAR será o parâmetro para as decisões do banco em relação ao Saúde Caixa. Os representantes dos trabalhadores protestaram contra essa decisão unilateral, pois a medida onera o associado, além de quebrar o princípio de solidariedade.
Sobre os temas pertinentes ao fundo de pensão dos empregados da Caixa, o banco trouxe argumentos evasivos e não garantiu reivindicações importantes, como a revisão da metodologia de equacionamento do REG/Replan. “Com o impasse na negociação, a categoria terá de participar ativamente. A nossa apatia fortalece os banqueiros”, afirma a secretária de Bancos Público, Cândida Fernandes.