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Encerrada a oitava mesa de negociação desta terça-feira (21), o Comando Nacional dos Bancários rejeita nova proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) de aumento real de 0,5% e sem garantia dos empregos e nem da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). Nova rodada de negociação da Campanha Nacional Unificada 2018 será realizada nesta quinta-feira 23, a partir das 10h.
Para protestar contra a posição dos bancos, o Sindicato dos Bancários de Pernambuco vai paralisar todas as agências bancárias de Olinda, hoje(22) das 10h às 12h. A paralisação integra o calendário nacional de luta da categoria.
A nova proposta da classe patronal, apesar de avançar com o aumento real, traz um percentual abaixo do que a categoria espera e menor do que os banqueiros podem pagar, considerando os lucros recordes de R$ 77,4 bilhões no ano passado e R$ 31,6 bilhões só no primeiro semestre de 2018. Além disso, a nova proposição está carregada de retirada de direitos, como a extinção do salário-substituição e da remuneração de comissionamento, além de agravar as discriminações contras as mulheres.
A presidenta do Sindicato dos Bancários de Pernambuco, Suzineide Rodrigues, indigna-se com a proposta apresentada pela Fenaban.
“Os banqueiros extrapolam o limite da negociação possível ao propor até retirada de PLR das bancárias grávidas, explicitando sua discriminação contra as mulheres e reforçando a tese machista de que a mão de obra feminina deve ter remuneração menor do que a masculina porque elas engravidam”, rechaça a presidenta do Sindicato dos Bancários de Pernambuco, Suzineide Rodrigues, presente a reunião de avaliação do Comando.
O Comando orienta todas as entidades sindicais a organizarem atividades de protesto dos bancários nesta quarta-feira (22) para pressionar os bancos a atenderem às reivindicações da categoria nesse momento decisivo da Campanha Nacional de 2018.
“As bancárias e os bancários devem se manter unidos e mobilizados para assegurar um acordo decente. Não vamos admitir retrocessos e muito menos aqueles baseados em prenconceitos. Somos uma categoria imprescindível para a economia e ao desenvolvimento do País e vamos usar toda nossa força para fazer valer nossas conquistas e direitos”, conclui Suzineide.