
Funcionários
da Caixa Econômica Federal, Banco do Nordeste do Brasil e Banco do
Brasil realizaram um protesto nesta sexta-feira (24) em várias
agências do Recife (PE). Vestidos de preto, os bancários dialogaram
com clientes sobre a luta da categoria para manter seus direitos
duramente conquistados, bem como pela melhoria no atendimento à
população.
O
cenário é o processo de negociação da Campanha Nacional Unificada
2018 travado entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação
Nacional dos Bancos (Fenaban). A
categoria rejeitou a proposta de reposição da inflação mais 0,5%
de ganho real apresentada nesta quinta-feira (23).
A
secretária de Bancos Públicos do Sindicato dos Bancários de
Pernambuco, Cândida Fernandes, destaca o compromisso dos delegados
sindicais para para a mobilização da categoria.
“Esse
ato de protesto surgiu da articulação dos delegados sindicais após
reunião com diretores do Sindicato. Bancárias e bancários dos
bancos públicos demonstraram disposição para lutar em defesa dos
direitos da categoria, já que a conjuntura é de impasse na nossa
negociação nacional. Pernambuco está articulado e mostra força
para barrar mais este golpe que afeta a classe trabalhadora”,
afirma.

A
delegada sindical e empregada da Caixa – Guararapes, Ana Tereza,
defende a importância da união da categoria neste momento de
ataques aos direitos da classe trabalhadora fundados na lei da
reforma trabalhista.
“Atentos
ao processo de negociação e à tentativa de retirada de direitos,
os bancários se mobilizaram contra os absurdos apresentados pela
Fenaban. Várias agências aderiram ao movimento, deixando claro a
indignação da categoria, que com seus esforços diários contribui
para garantir o lucro dos bancos, como o atingido pela Caixa somente
no último semestre”, avalia.
Já
o funcionário do Banco do Nordeste – Domingos Ferreira, Pedro Neto,
destaca o compromisso dos bancários da sua agência em participarem
do dia de protesto. “Abraçamos a causa e decidimos nos posicionar
em defesa do nosso bem comum. Nós temos o histórico de abraçar
nossas campanhas salariais, e dessa vez não foi diferente.
Preparamos a agência para receber nossos clientes e, caso seja
necessário, faremos novas ações em defesa dos nossos direitos”,
conclui.