Cassi: Sindicato diz não a proposta apresentada pelo BB

O
Banco do Brasil (BB) quer obter o controle total da Cassi e pretende
cortar mais do que estabelece o Ministério do Planejamento via
Resolução 23 da Comissão Interministerial de Governança
Corporativa e de Administração de Participações Societárias da
União (CGPAR). A medida determina às empresas públicas federais
estabelecer nos planos de saúde a paridade da contribuição entre
patrões e funcionários, com cobrança por dependentes, faixa etária
e/ou salário, entre outras medidas.

Mesmo
tendo um prazo de 48 meses, a direção do BB pretende desde já
fazer valer o dispositivo, contudo, sem cumprir o item que determina
a preservação dos direitos adquiridos dos associados.

A
empresa aproveita-se da CGPAR 23 para apresentar mudanças mais
profundas, como por exemplo, a alteração do Estatuto da Cassi, que
exclui novos funcionários e aposentados, bem como reduz a idade
máxima dos dependentes de 24 para 21 anos. Também institui cobrança
por dependente de modo discriminatórios entre ativos e aposentados.

As
modificações vão além com a criação do Voto de Minerva na
diretoria para o presidente indicado pelo BB, que vai utilizá-lo
para atender às demandas apresentadas pelo patrocinador.

“A
Resolução CGPAR 23 não exige alterações no estatuto. Porém, o
banco aproveita a oportunidade, ilegalmente, para retirar os direitos
da categoria e tomar o controle da Cassi. A precipitação da direção
do BB se deve à possibilidade de transformações nos cenários
político e econômico a partir das eleições de 2018. Tendo em
vista isso, a empresa pretende desde já amarrar as mudanças para
garantir suas vantagens. Mas, a categoria não aceitará em hipótese
alguma a perda de direitos duramente conquistados. Vamos dizer não a
proposta indecente do BB”, afirma a secretária-Geral do Sindicato,
Sandra Trajano.

Sabendo
que suas propostas são inaceitáveis para os associados, a empresa
se retira das mesas de negociação com a Confederação dos
Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) e investe pesado em
propagandas terroristas que ameaçam a “quebra” da Cassi, caso os
funcionários não aceitem passivamente as mudanças.

“É
absurdo que o BB, mesmo diante dos lucros exorbitantes que só
aumentam todos os anos, ainda queira retirar dos funcionários o
direito à saúde, já que pretende entrar com uma contrapartida
menor e elevar o valor pago pelos funcionários, além das várias
modificações no estatuto sem a devida consulta às instâncias
competentes. Estamos prontos para resistir e avançar cada vez mais
nesta luta, contando com o apoio de toda a categoria”, destaca a
presidenta do Sindicato, Suzineide Rodrigues.

Na
Cassi, a diretoria e o Conselho Deliberativo da Caixa de Assistência
aos Funcionários do Banco do Brasil aprovaram reforma estatutária e
a revisão do custeio que favorece a empresa e prejudica os
associados. A proposta prevê aumento de 4% para os associados,
mantendo as contribuições do banco em 4,5%. Ainda estabelece
cobrança por dependente de ativos, com contrapartida do BB, e por
dependente de aposentados, sem contrapartida do BB.

“Só
resta aos associados votar não na consulta ao Corpo Social e exigir
que a direção do banco volte a negociar com os representantes dos
associados para buscar uma alternativa que contemple às demandas de
ambas as partes.

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