Caixa: mudança no estatuto é golpe!

A
mudança no estatuto da Caixa,
proposta pelo governo e submetida ao Conselho de Administração do
banco, configura um golpe. É o que avalia o dirigente do Sindicato
dos Bancários de Sâo Paulo e coordenador da Comissão
Executiva dos Empregados da Caixa, Dionísio
Reis.

“Qualquer
alteração proposta por este governo ilegítimo nesse momento é um
verdadeiro golpe. Na ultima vez, tentaram fazer uma reforma
estatutária, inclusive transformando a Caixa em
S.A, e nós conseguimos
impedir
.
Agora querem permitir que os diretores venham do mercado, e não do
corpo de empregados da Caixa. Quaisquer novas diretrizes devem ser
determinadas por quem for eleito pelo povo”, avalia Dionísio.

A
reunião que votaria a alteração no estatuto foi adiada,
e ainda não há data para realização. Segundo Dionísio,
a presidenta do Conselho, Ana Paula Vescovi, indicação
política do então ministro da Fazenda, Henrique
Meirelles,
vem inclusive tencionando os demais membros a aceitarem as mudanças.

“A
representante dos bancários, Rita
Serrano,
por outro lado, já marcou sua posição contra este retrocesso e
contra possíveis mudanças no estatuto que afetem negativamente o
banco público”, ressalta o dirigente.

O
que muda


As
mudanças no estatuto propostas permitiriam que diretorias da área
de controle (Jurídica, Auditoria e Corregedoria) fossem ocupadas por
não concursados do banco. A proposição gerou manifestações de
repúdio de entidades como Fenae, Apcefs, Advocef e sindicatos de
bancários.

Esta
iniciativa já havia sido rechaçada pelos empregados e suas
entidades representativas em 2017. Em maio deste ano, a imprensa
ventilou o retorno da proposta, o que gerou ações populares contra
conselheiros. Em agosto, o Conselho de Administração anunciou que
os próximos vice-presidentes serão escolhidos em processo seletivo
externo, conduzido por consultoria privada.

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