#EleNÃO: bancárias se unem a mais de 20 mil pessoas em ato das mulheres contra o fascismo

Mais
de 20 mil pessoas, lideradas pelas mulheres, comparecem ao protesto
contra o candidato a presidente da República Jair Bolsonaro no
Recife, entre elas, diretoras e funcionárias do Sindicato dos
Bancários de Pernambuco, além de empregadas de diversos bancos
públicos e privados.

O
ato, realizado no sábado (29) em várias capitais brasileiras e em
alguns países como Portugal, Itália, Argentina, Alemanha e França,
cumpriu com grandeza seu objetivo de protestar contra as ideias
fascistas difundidas pelo presidenciável do PSL em seus tresloucados
discursos, e ratificadas por seus aliados.

“Nós
bancárias e bancários não poderíamos nos ausentar deste dia
histórico em defesa da democracia e das liberdades individuais e
contra o machismo, o racismo, a LGBTfobia e o ódio de classe. É
importante que a categoria compreenda que tudo o que acontece no País
tem grandes impactos no nosso dia a dia. Por exemplo, o fascista
propõe que as mulheres ganhem salários inferiores aos dos homens,
exercendo as mesmas funções. #Elenão passará!”, exclama a
presidenta do Sindicato, Suzineide Rodrigues.

Durante
o ato que ocupou canto a canto da Avenida Conde da Boa Vista, no
centro, as mulheres, que representam mais de 50% do eleitorado
brasileiro, lembraram as declarações misóginas do presidenciável,
tal como: “Eu tenho cinco filhos. Foram quatro homens, a quinta eu
dei uma fraquejada e veio uma mulher”. A declaração foi concedida
em palestra na Hebraica, no Rio de Janeiro, em abril do ano passado.
Em 2014, o deputado federal disse que não estupraria a colega Maria
do Rosário (PT-RS) porque ela não merecia. “Eu não sou
estuprador, mas, se fosse, não iria estuprar, porque não merece”,
afirmou o congressista, após a parlamentar defender vítimas da
Ditadura Militar (1964-1985).

A
última afirmação estapafúrdia repudiada pelas mulheres veio do
candidato a vice-presidente na chapa bolsonarista, general Hamilton
Mourão (PRTB). “A partir do momento em que a família é
dissociada, surgem os problemas sociais. Atacam eminentemente nas
áreas carentes, onde não há pai e avô, mas sim mãe e avó. Por
isso, é uma fábrica de elementos desajustados que tendem a
ingressar nessas narcoquadrilhas”, declarou.

Na
ocasião, uma das apresentadoras da marcha também relembrou a
trajetória improdutiva do deputado federal, Jair Bolsonaro. “Ele
quer aparecer como o novo, mas são 27 anos de desserviços à
política em que ele só tem dois inúteis projetos de lei aprovados.
Na verdade, ele é o que tem de mais atrasado e de pior na política
brasileira”, criticou.

Presente
ao ato, a secretária-Geral do Sindicato, Sandra Trajano, ressalta o
papel decisivo das mulheres nestas eleições.“Ele vai aprender a
importância que têm as mulheres quando for derrotado por nós nas
urnas e enterrado com uma pá de cal histórica sob a liberdade e a
democracia que novamente abrirão suas asas sobre nós”, assegurou. 

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