Maioria absoluta rejeita alteração estatutária da Cassi

Mais de 91 mil associados da Caixa
de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi) votaram não à
proposta apresentada pelo banco de reforma estatutária. O resultado é fruto da
mobilização realizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo
Financeiro (Contraf-CUT), Sindicato dos Bancários de Pernambuco e demais
entidades representativas, em defesa dos funcionários do BB.

A votação apurada nesta
sexta-feira (5), contou com a participação de 132.504 associados. Entre os
votantes, 91.796 disseram não, e 38.970 votaram favoravelmente à alteração.
Foram registrados também 805 votos brancos e 933 nulos.

“Essa vitória do não representa a
unidade dos funcionários ativos e aposentados do Banco do Brasil e de todas as
forças que compõem o movimento sindical, que ajudaram nesse debate. Agora, o
Sindicato e a Contraf vão cobrar do banco a construção de uma mesa de
negociação específica para discutirmos o rumo e a existência de uma Cassi forte
e que atenda aos interesses dos funcionários ao mesmo tempo em que ela seja um
plano sustentável”, afirma a presidenta do Sindicato, Suzineide Rodrigues.

A mudança estatutária da Cassi
feria a representação dos associados com mudanças de governança na Caixa de
Assistência. A proposta votada pretendia excluir novos funcionários e aposentados, bem como reduzir a
idade máxima dos dependentes de 24 para 21 anos. Também instituir cobrança por
dependente de modo discriminatório entre ativos e aposentados. Além disso,
seria criado do Voto de Minerva na diretoria para o presidente indicado pelo BB.

Para isso, o BB usou de assédio,
mensagens nos terminais de autoatendimento e nos celulares dos funcionários,
como nunca havia feito em nenhuma campanha anterior.

Para Wagner Nascimento,
coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, o resultado da
votação possibilita uma nova reabertura de negociações. “A Cassi tem um plano
B, que é a negociação e a participação do corpo social. Nós entendemos que uma
mudança estatutária desse tamanho não pode ser feita sem a participação da
Contraf-CUT, dos sindicatos e das demais entidades. O funcionalismo do BB
merece mais respeito do que o que a direção da Cassi fez durante esse processo
de votação. Estamos à disposição para a retomada das negociações num ambiente
de respeito, transparência, no qual as responsabilidades do banco e dos
associados sejam de forma proporcional, assim como está no estatuto”, concluiu.

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