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Bancários defendem projeto democrático e inclusivo para o País
No
próximo dia 28 de outubro, os brasileiros vão às urnas para
escolher o novo Presidente da República. Diante da eleição que se
avizinha, na qual dois projetos tão distintos estão em disputa, a
Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da
Central Única dos Trabalhadores (Contraf-CUT), que representa 108
sindicatos e oito federações de empregados do setor financeiro em
todo o Brasil, manifestou posição em defesa de um projeto de País
democrático, que garanta aos trabalhadores suas conquistas e
possibilite a ampliação dos direitos.
O
Sindicato dos Bancários de Pernambuco corrobora o posicionamento da
Contraf-CUT por entender que a privatização das empresas, entre
elas os bancos públicos, resultará em mais desemprego, na redução
do crédito, na elevação da taxa de juros e no comprometimento da
autonomia e do desenvolvimento econômico do País.
“Repudiamos
qualquer proposta que inclua privatizações, ignorando o papel
social que as empresas públicas têm na construção da riqueza do
nosso País e na promoção de justiça social. Não vamos permitir
que a Caixa, o Banco do Brasil e o Banco do Nordeste sirvam ao
capital especulativo em detrimento do povo brasileiro”, afirma a
presidenta do Sindicato, Suzineide Rodrigues.
Um
Brasil sem a Caixa Econômica Federal, por exemplo, tornaria inviável
o sonho da casa própria, já que 69% do crédito habitacional é
financiado por ela. Sem o Banco do Brasil e o Banco do Nordeste,
responsáveis por 70% do crédito agrícola, os alimentos seriam tão
caros que a fome se alastraria pelo País.
“Este
é um momento crucial para as trabalhadoras e os trabalhadores, pois
o segundo turno definirá se o Brasil irá retomar uma política de
desenvolvimento econômico e social, voltada para o povo, ou
retroceder mais de 30 anos”, ressalta.
Entre
os compromissos considerados prioritários para os bancários estão
a retirada de pauta da reforma da Previdência, medida voltada
unicamente à destruição da aposentadoria pública, e a revogação
imediata da terceirização irrestrita e da Reforma Trabalhista, que
permitiu a abertura de vagas precárias e trabalhos degradantes.
“Temos
de eleger um presidente da República que esteja ao lado do povo, e
não do sistema financeiro. Que enxergue na distribuição de renda e
na inclusão social o caminho para fomentar o crescimento do nosso
País e que paute sua atuação em defesa da democracia, dos direitos
da cidadania, do respeito à diversidade e à igualdade de
oportunidades para todos e todas. Então, não abra mão de ir às
urnas fazer sua escolha”, conclui.
Haddad x Bolsonaro
