Para marcar o Dia Internacional de Luta das Mulheres, 8 de março, o Sindicato dos Bancários de Pernambuco lança, no Estado, o projeto “Basta! Não Irão Nos Calar!”. A ação para implementação, no Sindicato, dos serviços e atendimento às mulheres vítimas de violência doméstica e familiar começará com a capacitação da entidade e a criação dos canais exclusivos de atendimento às vítimas.
“O atendimento oferecido será de assessoria jurídica, desde a orientação para a procura dos canais e serviços públicos até orientações sobre questões como guarda dos filhos. É um projeto muito importante porque infelizmente muitas mulheres, entre elas muitas bancárias, são vítimas de violência. Vamos oferecer essa rede de acolhimento e apoio para proteção dessas mulheres, assim como para provocar o combate à violência de gênero na categoria”, afirma a secretária da Mulher, Alzira Cavalcanti.
No mês de março, dirigentes do Sindicato também irão visitar agências para debater sobre os direitos das mulheres e o fim da violência, ao mesmo tempo que divulgarão os novos serviços entre as bancárias. “A violência doméstica não é um problema só das mulheres. É um problema social, um drama para inúmeras famílias. Tem consequências até na economia. Uma pesquisa da Universidade Federal do Ceará mostra que a economia do país perde R$ 1 bilhão com os impactos desse problema. A pesquisa é de 2017 e o problema deve estar muito maior agora, com a pandemia”, destacou a secretária da Mulher da Contraf-CUT, Elaine Cutis.
O projeto Basta! foi desenvolvido pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região há dois anos, aderido pela Contraf-CUT, e começou a ser implantado nos sindicatos de Pernambuco, Piracicaba, Campinas e Brasília. A advogada e feminista Phamela Godoy está responsável pela assessoria técnica para a implantação do projeto nas entidades. “Teremos discussão de temas como desigualdades, atendimento humanizado, Lei Maria da Penha e outros instrumentos legislativos no curso de formação, mapeamento dos serviços já oferecidos no estado e acompanhamento dos primeiros atendimentos”, explicou Phamela.