O Sindicato dos Bancários de Pernambuco participou na manhã desta terça-feira (10), de uma reunião de negociação com o banco Santander, para cobrar esclarecimentos sobre o monitoramento ostensivo de funcionários na agência Veneza. Foi necessário o Sindicato fazer uma paralisação de protesto, para que o banco aceitasse uma rodada de negociação específica com os representantes dos funcionários.
Após o movimento paredista realizado no último dia 5 de outubro, o banco suspendeu temporariamente, a medida implementada na agência, na qual um funcionário externo e não bancário acompanhava de perto todos os atendimentos realizados pelos trabalhadores.
De acordo com o Santander, o banco estaria realizando um mapeamento nacional para aperfeiçoar o atendimento e identificar problemas operacionais. O processo tem previsão de aplicação por 30 horas, em 30 agências do país, localizadas em Recife, Manaus, Brasília, Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro.
Na Capital pernambucana, segundo o banco, a ferramenta será aplicada nas agências Veneza, Casa Amarela, Caxangá, Ceasa e Recife Centro.
“Questionamos a forma de implantação desse chamado mapeamento, pois ocorreu sem aviso aos bancários que passariam pelo processo, assim como sem diálogo com o movimento sindical. Para nós, ficou evidente a aferição de produtividade individual, o que foi negado pelo banco. Nós seguiremos vigilantes, porque nenhuma forma de assédio será aceita”, afirma o presidente do Sindicato dos Bancários de Pernambuco, Fabiano Moura.
O Santander garantiu em reunião que o mapeamento não envolve mudanças no modelo estrutural do banco e também que não há avaliação de desempenho individual. O banco assumiu o compromisso de dialogar sobre o processo com os funcionários envolvidos e realizar uma reunião pós mapeamento para apresentar os resultados ao Sindicato, Fetrafi-NE e Contraf-CUT.
Representando os funcionários, participaram da reunião de negociação: o presidente do Sindicato, Fabiano Moura, a dirigentes do Sindicato e funcionária do banco, Bethânia Montarroyos, a dirigente da Contraf-CUT e funcionária do Santander, Kátia Cadena, além da coordenadora da COE Santander, Wanessa Queiroz, e da representante do Nordeste na COE, Tereza Souza.
“Aproveitamos essa situação, na qual foi preciso paralisar a agência para abrir o diálogo, para reiterar junto ao banco a importância dos espaços de negociação e cobrar melhoria para o relacionamento do Santander com o movimento sindical”, conclui a representante do Nordeste na COE Santander, Tereza Souza.