
Funcionários do Banco do Nordeste, que exerceram a função titular no cargo de “Gerente de Suporte a Negócios (GSN)” do Estado de Pernambuco, entre 3.10.2009 e 03.10.2014, e que tiveram o direito à 7ª e 8ª hora reconhecido pela Justiça do Trabalho, receberam neste mês de fevereiro o alvará de liberação dos valores devidos.
O processo foi movido pelo Sindicato dos Bancários de Pernambuco, por meio da advogada Márcia Santos, do escritório conveniado GFG – Galindo, Falcão & Gomes Advogados, em 2014, com trânsito em julgado em setembro de 2022.
O dirigente do Sindicato, Fernando Batata, comemorou a liberação dos alvarás, reafirmando a luta da entidade em defesa dos direitos dos bancários. “Os GSNs realizam um trabalho que extrapola a jornada de 6 horas, auxiliando no acompanhamento e controle das ações para concessão e gerenciamento de créditos, e conseguimos o reconhecimento da 7ª e 8ª hora. O Sindicato, agora, segue atuando pela inserção dos bancários não listados nos autos do processo, mas que exerceram a função, como titular, no período indicado, para que também recebam os valores”, afirma.
Após a condenação, o Banco do Nordeste realizou o depósito do montante devido em maio de 2023, mas o jurídico do BNB em Pernambuco buscou estratégias para protelar o pagamento. Por essa razão, os trabalhadores só puderam acessar os seus direitos agora, em 2026.
A secretaria de Assuntos Jurídicos do Sindicato ressaltou que já está com a documentação dos bancários não listados nos autos do processo, que comprova o exercício da função como titular neste período, não sendo necessário envio de documentos complementares no momento. “É sempre uma vitória o reconhecimento da Justiça com relação à jornada bancária de seis horas, que é um direito histórico da nossa categoria. A secretaria segue à disposição para orientações”, conclui o secretário de Assuntos Jurídicos, Flávio Coelho.