
Rima, métrica e oralidade se encontrarão na capital pernambucana com o tema central “Nação Cordelista: poetas do povo, vozes do Brasil”.
“A realização de um congresso brasileiro feito por cordelistas e para cordelistas é de suma importância para pensar além do folheto, e esse é um dos principais diferenciais deste evento”, afirma Susana Morais, representante da Associação pelo Cordel em Pernambuco e uma das organizadoras do congresso. Nos dias 20, 21 e 22 de março, o Sindicato dos Bancários de Pernambuco , no Recife, receberá *poetas de 16 estados do Brasil* para discutir a importância do Cordel e seus reflexos na identidade da sociedade brasileira e instrumento de afirmação da nacionalidade.
O *I Congresso Brasileiro de Cordel* é uma iniciativa de Academias, Associações e Entidades de Cordelistas de todo o Brasil e marcará também a fundação da Febracordel, primeira federação de cordelistas do país. Além da participação massiva de diversos estados, outro ponto de destaque é o grande engajamento feminino. As mulheres representam quase 50% do público inscrito, e garantirão protagonismo também nos lugares de fala. “Ocupar espaços faz parte da nossa luta também dentro da literatura. Nós temos produções, publicações, formação, conhecimento. E aqui teremos também espaço. Somos maioria nas palestras, mesas e mediações. É, sem dúvida, um número para se celebrar”, afirma Susana.
Paralelamente ao Congresso, acontecerá uma *Feira de Cordel e Artesanato* com produtos relacionados ao tema. A feira será aberta ao público em geral e conta com a expectativa de 500 visitas diárias. Já a realização do Congresso será no Auditório com capacidade para 200 pessoas por dia. O acesso às palestras e mesas será realizado a partir do pagamento da taxa de inscrição pelo site Doity, mais doação de livros e folhetos que serão destinados a bibliotecas públicas. Os participantes também deverão levar alimentos não perecíveis, que serão doados ao programa Mesa Brasil.
“Eu estou extremamente feliz em poder contribuir com a realização desse congresso. Bate o cansaço, é claro, mas não bate o desânimo, porque o propósito é muito maior. É um sentimento de euforia e gratidão por perceber que tem um coletivo tão grande. Grande de pessoas que pensam e que percebem o valor da literatura de cordel nesses dias atuais e que tem tanta vontade de elevar o cordel para além de um patrimônio cultural, mas como parte realmente da nossa identidade” conclui a organizadora.
Fonte: Divulgação / Federação Brasileira de Cordelistas – FEBRACORDEL