
Frustradas as expectativas sobre a reabertura das negociações com o Banco do Brasil, precisamos deliberar, urgentemente, sobre os rumos da Campanha.
Os funcionários e funcionárias do Banco do Brasil têm um novo momento decisivo na Campanha Nacional dos Bancários. Nesta quinta-feira (10), será realizada uma nova Assembleia Geral Extraordinária, em formato virtual, para que a categoria delibere sobre os próximos passos da Campanha diante da falta de negociação com o Banco do Brasil.
A Plenária de Esclarecimento será realizada às 18h, também de forma virtual. Em seguida, a votação será aberta pelo sistema VotaBem, a partir das 19h do dia 10 de setembro, permanecendo disponível até as 12h do dia 11 de setembro.
A assembleia acontece após a categoria ter rejeitado a proposta apresentada pelo BB. Na votação anterior, os bancários e bancárias foram contrários à proposta e deliberaram pela reabertura das negociações.
Apesar da decisão da categoria, o Banco do Brasil não retomou as negociações. Protegido pela Reforma Trabalhista, que retira direitos e atinge a organização sindical, o banco mantém a posição e não reabre o processo de negociação. Diante desse cenário, os funcionários e funcionárias do BB precisam decidir os próximos rumos da Campanha Nacional. Este momento exige unidade, mobilização e a participação de todos e todas.
“O Banco endureceu sua postura contra os trabalhadores. Justifica ser empresa pública e, por isso, precisa cumprir várias diretrizes, como não ter condições de pagar PLR em datas diferentes e, caso alguma base não assine o acordo até sexta-feira, a antecipação só será paga em 2027, ao final do resultado. Gostaríamos que o BB tivesse a mesma postura de empresa pública quando fosse tratar seus funcionários e não usasse as mesmas ferramentas ‘medievais’ usadas pelo setor privado”, destaca o presidente do Sindicato dos Bancários de Pernambuco, Fabiano Moura.
Estamos diante de uma decisão muito importante para as funcionárias e funcionários do Banco do Brasil. Não estamos falando apenas de questões financeiras, estamos falando sobre dignidade e respeito para com quem constrói o Banco no dia a dia. Por isso, mais do que nunca, precisamos estar presentes nas decisões coletivas.
Fique por dentro do que foi colocado pelo Banco do Brasil em mesa:
RECONHECIMENTO FINANCEIRO
R$ 3 mil destinado aos funcionários que estiverem dentro do público definido pela campanha, conforme as regras que serão estabelecidas pelo Banco do Brasil. O pagamento está condicionado ao cumprimento do indicador previsto na campanha, que, atualmente, já tem 85% de probabilidade de ser alcançado.
CASSI
Adiantamento de R$ 360 milhões da contribuição patronal para o Plano de Associados da Cassi.
CARREIRA
Compromisso de realizar estudos para revisão dos critérios do Plano de Carreira e Remuneração.
PLR
Compromisso de crédito da PLR em até 72 horas após a assinatura do ACT por todas as bases.
LICENÇA-PATERNIDADE
Ampliação de 20 para 35 dias.
AUXÍLIO PARA FILHOS COM DEFICIÊNCIA
Benefício passa de R$ 760,48 para R$ 874,55, aumento de 15%.
CENTRAL DE RELACIONAMENTO
Novo salário de referência passa de R$ 4.795,12 para R$ 6.302,77, a partir de janeiro de 2027.
PCDs
Financiamento sem juros em até 96 meses para pais de filhos com deficiência.
Cinco jornadas para reparos em equipamentos.
ANBIMA
Abono de até cinco dias para deslocamento e realização das provas.
VIOLÊNCIA DOMÉSTICA
Estabilidade na função comissionada por seis meses no retorno à função da Lei Maria da Penha.
AÇÕES AFIRMATIVAS
Inclusão no ACT de políticas que priorizam mulheres, pessoas com deficiência e pessoas não brancas nos processos seletivos internos.
OUTRAS PROPOSTAS
Abono da ausência em 31 de dezembro de 2026;
Indenização por morte decorrente de assalto de até R$ 550,5 mil;
Apresentação de novo modelo para o enfrentamento ao endividamento dos funcionários;
Revisão de exames complementares para doenças crônicas;
Inclusão de egressos dos bancos incorporados no Programa Bem Viver, condicionada à expansão do atendimento nas CliniCassi;
Contratação da Cassi para atendimento do SESMT
Abono de oito dias na formalização de união estável