Após denúncia do Ministério Público Federal no Pará (MPF-PA) de
irregularidades na concessão de crédito rural a proprietários com
pendências ambientais e trabalhistas, o Banco do Brasil diz que vai
analisar “caso a caso” os financiamentos questionados.
O MPF
entrou com ações na Justiça contra o BB e o Banco da Amazônia (Basa)
pelo empréstimo de dinheiro público a produtores rurais com
irregularidades ambientais e até casos de trabalho escravo. Pelo menos
R$ 8 milhões do BB e R$ 18 milhões do Basa foram liberados para fazendas
paraenses nessa situação, segundo o MPF.
Em nota, o BB diz que a
instituição “cumpre as exigências previstas na legislação ambiental,
incluindo a Resolução 3.545 do Conselho Monetário Nacional, e nega a
acusação de financiar o desmatamento na Amazônia ou empreendimentos que
utilizem trabalho análogo ao escravo”.
O banco argumenta que
houve redução na concessão de crédito agropecuário no Pará após a
entrada em vigor da regra do CMN, que proibiu empréstimos para
proprietários rurais com irregularidades fundiárias e que desmatassem
sem autorização dos órgãos ambientais.
“Em 2007, o Banco do
Brasil contratou 17.557 operações de crédito rural no Pará, contra 7.146
em 2010 (volume 60% menor). A Resolução 3.545 do CMN foi publicada em
2008”, diz a nota.
O Banco da Amazônia informou que ainda não foi
notificado pela Justiça e por isso não vai se manifestar sobre a
denúncia. Em nota, a assessoria do banco diz que a instituição “dispõe
de uma política socioambiental e trabalha pelo desenvolvimento
sustentável da região amazônica”.