Greve dos bancários já é a maior dos últimos 20 anos

A greve dos bancários
completa dez dias nesta quinta-feira, 6 de outubro, e já é
considerada a mais fortes dos últimos vinte anos. Em Pernambuco, a
paralisação atinge 68% das 543 agências bancárias do estado e
todos os prédios administrativos dos bancos. No Brasil, a categoria
fechou 8.556 agências nesta quarta em todos os 26 estados e no
Distrito Federal, superando o pico da greve de 2010, quando os
trabalhadores pararam 8.278 unidades em todo país.


Para a
presidenta do Sindicato, Jaqueline Mello, a greve deste ano já
entrou para a história como uma das mais fortes paralisações
realizadas pelos bancários. “E a cada dia a nossa greve aumenta,
principalmente por conta do silêncio dos bancos, que não deram
nenhum sinal de que as negociações serão retomadas. Se as
instituições financeiras continuarem com esta postura, vamos
ampliar ainda mais a nossa greve que, aqui em Pernambuco, já é a
maior paralisação da história dos bancos privados, com mais 40%
das agências fechadas. E, na rede pública, nossa greve está
fechando quase todas as agências do BB, Caixa e BNB”, explica
Jaqueline.


Para o presidente da Confederação Nacional dos
Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Carlos Cordeiro, a
força da greve é fruto da insatisfação cada vez maior dos
bancários com o silêncio da Fenaban, que se mantém intransigente e
não retoma o processo de negociações. “Que os bancos não se
enganem: a greve continuará crescendo ainda mais se eles teimarem em
não dialogar e fazer uma proposta decente, que atenda as justas
reivindicações dos bancários”, diz.


Os bancários
entraram em greve no dia 27 de setembro, após a rejeição da
proposta de reajuste de 8% apresentada pela Fenaban, que significa
apenas 0,56% de aumento real. Os trabalhadores reivindicam reajuste
de 12,8% (aumento real de 5% mais inflação do período),
valorização do piso, maior Participação nos Lucros e Resultados
(PLR), mais contratações, extinção da rotatividade, fim das metas
abusivas, combate ao assédio moral, mais segurança, igualdade de
oportunidades, melhoria do atendimento dos clientes e inclusão
bancária sem precarização, dentre outros itens.


O Comando
Nacional dos Bancários, integrado pelo Sindicato de Pernambuco, não
recebeu até agora resposta para a carta enviada na terça-feira (4)
à Fenaban. “Cobramos responsabilidade e coerência dos bancos, que
prometem disposição para dar continuidade às negociações, mas
não retomam o diálogo com as entidades sindicais. Enquanto eles não
saírem da sua inércia, os bancários irão ampliar e fortalecer
ainda mais a greve em todo país”, conclui Cordeiro.

Assembleia
O Sindicato realiza nova assembleia com os bancários nesta
quinta-feira, dia 6, às 17h, para avaliar a greve e discutir os
próximos passos da luta. O encontro será na sede do Sindicato (Av.
Manoel Borba, 564, Boa Vista, Recife).

>> Protesto dos bancários denuncia a falta de segurança nos bancos
>> Ouça reportagens especiais sobre a greve na Rádio dos Bancários

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