
Depois de 18 dias degreve, os bancários arrancaram dos bancos uma proposta de acordo que
contempla as principais reivindicações dos trabalhadores. Em
negociação realizada nesta sexta-feira, dia 14, a Federação
Nacional dos Bancos (Fenaban) avançou nas discussões e propôs
reajuste salarial de 9% (aumento real de 1,5%), valorização do piso
e melhorias na PLR (Participação nos Lucros e Resultados).
A
proposta inclui ainda cláusula que coíbe o transporte de numerário
por bancários e o fim da divulgação de rankings de metas
individuais dos funcionários, combatendo o assédio moral (confira a
proposta completa
matéria).
Para a presidenta do Sindicato, Jaqueline Mello, a
proposta tem avanços significativos e a orientação é que ela seja
aprovada na assembleia que será realizada nesta segunda-feira, dia
17, às 19h, na sede do Sindicato (Av. Manoel Borba, 564 , Boa Vista,
Recife).
“Foi a força da nossa greve que garantiu uma boa
proposta de acordo com os bancos. Os bancários e bancárias estão
de parabéns pela disposição de luta. Construímos a maior greve
dos últimos vinte anos e conquistamos as nossas principais
reivindicações. Garantimos aumento real de salário pelo oitavo ano
consecutivo, valorização da PLR e do piso e avanços nas cláusulas
de segurança e saúde. Assim, recomendamos aos bancários a
aprovação do acordo na assembleia de segunda-feira, encerrando mais
uma greve vitoriosa”, afirma Jaqueline, que está em São Paulo,
participando nas negociações.
>> Veja galeria de fotos da greve
Na avaliação do Comando
Nacional dos Bancários, a proposta adquire ainda mais importância
porque representa a consolidação de uma política permanente de
recomposição dos salários, com aumento real e valorização do
piso da categoria.
“Essas conquistas também mostram o
acerto da nossa estratégia de campanha unificada, com bancários de
bancos públicos e privados lutando lado a lado. Essa é uma
estratégia que estamos construindo há décadas e que foi
consolidada em 2004. Desde então, temos saído vitoriosos de todas
as Campanhas Nacionais, já que a unidade aumentou consideravelmente
o nosso poder de pressão e trouxe ganhos para todos”, finaliza
Jaqueline.
