A terceira e última etapa do Sistema Pirapama será inaugurada nesta
segunda-feira (5), às 15h, na Estação de Tratamento de Água (ETA), no
Cabo de Santo Agostinho. Com a operação, a Região Metropolitana do
Recife está recebendo 5.000 litros de água por segundo, que é a
capacidade máxima do sistema. Essa vazão representa 50% de toda água
produzida até então na RMR.
Considerada uma das maiores obras hídricas do País da atualidade, o
Sistema Pirapama começou a ser implantado em março de 2008, um projeto
de cerca de R$ 600 milhões. O empreendimento foi executado em três
etapas. A primeira dela foi concluída em julho de 2010, quando o sistema
reforçou em 1.000 litros de água por segundo o abastecimento da RMR. A
segunda etapa, concluída em outubro de 2010, aumentou a produção para
2.500 l/s, antecipando os benefícios para a população.
“Recife ostentava o título de única cidade metropolitana com
racionamento de água. Graças a Pirapama, toda a área plana da capital
não tem mais rodízio”, assegura o presidente da Compesa, Roberto
Tavares. Segundo ele, o desafio agora é regularizar o abastecimento de
água das áreas dos morros das zonas Norte e Sul, que terão obras
complementares de Pirapama para resolver o grave problema de falta de
água nessas áreas.
Pirapama, que no tupi-guarani significa “peixe-bravo”, foi uma
prioridade do governador Eduardo Campos desde o início de sua gestão.
Diante de um quadro crítico de falta de água, quando 70% dos municípios
operavam em regime de racionamento, o governo de Pernambuco elaborou o
maior programa de abastecimento de água de sua história, onde o
carro-chefe era Pirapama.
Além do Recife, Pirapama está atendendo bairros de Jaboatão dos
Guararapes e o município do Cabo de Santo Agostinho, livrando do
racionamento quase 2 milhões de pessoas. Outros projetos serão
desenvolvidos para que a água produzida pelos sistemas metropolitanos
(Tapacurá, Alto do Céu e Botafogo) seja direcionada para outras cidades,
como Jaboatão sede, Camaragibe, São Lourenço da Mata, Olinda, Paulista e
Abreu e Lima.
O Sistema Pirapama é composto por uma barragem com capacidade de
acumular 61 milhões de metros cúbicos de água e uma Estação de
Tratamento de Água (ETA) com capacidade para tratar 5.130 litros por
segundo. Três novos reservatórios foram construídos: Jordão, Cabo de
Santo Agostinho e Ponte dos Carvalhos. O maior deles é o do Jordão, que
tem a capacidade para armazenar 90 milhões de litros.
Para transportar água de Pirapama, um complexo sistema adutor foi
projetado. São duas adutoras de água bruta: uma com 3.500 metros de
extensão e 1.700 mm de diâmetro e outra, de água tratada, com 20.000
metros de extensão e 1.880 mm de diâmetro. Subadutoras também foram
assentadas. Três delas estão interligadas aos grandes anéis de
distribuição do Recife. No total, são mais de 70 quilômetros de
tubulações, inclusive, com tubos de aço de até dois metros de diâmetro.