Bancários na Rio+20: A solidariedade é verde. O capitalismo, não

Enquanto governantes internacionais da Rio+20 rejeitam verbas para o
desenvolvimento sustentável do planeta em função da crise econômica
criada pelos bancos e prometem o que não cumpriram há exatamente 20
anos, na Rio Eco 92, trabalhadores do Brasil e de vários países se
mobilizam em defesa de uma proposta concreta e viável para defender o
meio ambiente e garantir qualidade de vida para todos.

Organizado pelos bancários, o ato público realizado na última
terça-feira (19), em frente ao prédio da Caixa Econômica Federal, na Av.
Almirante Barroso, no Centro do Rio, culpou o atual modelo capitalista
pela degradação do meio ambiente e pelas desigualdades sociais no mundo.

Os manifestantes defendem a criação de um imposto sobre grandes
operações e especulações financeiras, a chamada taxa Robin Hood, a fim
de garantir investimentos para o desenvolvimento sustentável e serviços
públicos de qualidade para todos e propor um novo modelo econômico e
social mundial.

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A presidente em exercício do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro,
Adriana Nalesso, falou da satisfação dos bancários do Rio de terem sido
os anfitriões de um ato público tão importante.

“Recebemos pessoas de todo o mundo numa manifestação legítima para dizer
que não aceitamos mais este sistema financeiro e defendemos a cobrança
de uma taxa sobre as grandes operações financeiras para reduzir as
desigualdades no mundo”, disse.

Renda Básica

– O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) defendeu também a Renda Básica de
Cidadania (RBC), projeto de sua autoria, que prevê uma renda para todos
os brasileiros. Aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo
presidente Lula em 2004, a lei já existe. “Agora é preciso trabalhar
para que este projeto seja implantado”, ressalta Suplicy.

Bancos criaram a crise

– O presidente Nacional da CUT Artur Henrique disse que quem criou a crise
econômica foi o próprio sistema financeiro. “Na Europa querem culpar o
sistema de proteção social ao trabalhador pela crise. A culpa é dos
bancos, dos especuladores”, destaca.

Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT, lembrou que no Brasil os
bancos lucram mais do que em qualquer outro país. “Os bancos dobram de
tamanho a cada três anos. Só com tarifas pagam duas vezes a folha de
pagamento”, denuncia.

“Pessoas de diferentes etnias, culturas e posições políticas estão
unidas pela preservação do Planeta. Nós, sindicalistas, estamos
preocupados também com uma espécie em extinção, o trabalhador formal.
Sem ele não haverá rios, matas e vida, pois se depender do capital não
há esperança para o futuro”, disse a diretora da Contraf-CUT, Jô
Portilho.

O evento contou ainda com Alessandra Nilo (diretora da ONG Gestos), Jean
Ross (presidente da National Nurses United, EUA), ativistas canadenses,
filipinos, colombianos e diversos representantes nacionais e
estrangeiros de ONGs e entidades dos movimentos sociais.

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