A Dircon (Diretoria de Controle Urbano da Prefeitura) interditou
nesta quinta, dia 19, mais uma agência bancária no Recife por falta de
segurança. O Itaú da Encruzilhada sequer tem alvará de funcionamento. Não há
porta de segurança, biombos entre os caixas, garagem para carro-forte, número
de vigilantes suficientes, entre outros equipamentos previstos em lei. Mesmo
assim, a Dircon permitiu que os funcionários continuassem trabalhando dentro da
unidade.
Assim como as demais unidades do Itaú já interditadas (Hospital
Português e Caxangá), a agência da Encruzilhada fechou apenas para o
atendimento ao público. “Internamente, o expediente acontece normalmente e os
bancários estão expostos a todos os riscos decorrentes da falta de segurança –
motivo pelo qual a unidade foi interditada”, opina o diretor do Sindicato
Flávio Coelho.
Flávio acrescenta que a agência da Encruzilhada já foi
assaltada várias vezes. “Foi, inclusive, uma das primeiras em que o Sindicato
realizou paralisação de protesto para denunciar a insegurança”, lembra Flávio.
O dirigente chegou a conversar com os trabalhadores e alertá-los para os
riscos. Mas eles alegam que a Dircon permite e, portanto, permanecerão
trabalhando.
Sindicato quer
mais rigor – As interdições A agências que estão descumprindo a Lei de
Segurança Bancária municipal começaram a partir de meados de junho, diante do
fracasso das negociações com os bancos.
Com o Itaú da Encruzilhada, foram cinco interdições. Além dela, foram fechadas
as unidades do Bradesco da 17 de Agosto, Santander Parnamirim, Itaú no Hospital
Português e Itaú Caxangá. No entanto, apesar dos protestos do Sindicato, um
acordo entre a Dircon e o Bradesco reduziu este número para quatro, com
reabertura da agência da 17 de agosto.
No caso do Itaú, o Sindicato cobra da Dircon a interdição total das agências.
“Se o local é inseguro, o risco não é apenas para os clientes, mas para os
bancários, que permanecem trabalhando na agência”, diz a presidenta do
Sindicato, Jaqueline Mello.