Bancários assinam Convenção Coletiva e consolidam estratégia de ganhos reais

O Comando Nacional dos
Bancários e a federação dos bancos (Fenaban) assinaram nesta
terça-feira, dia 2, a nova Convenção Coletiva de Trabalho (CCT)
que incorpora as conquistas garantidas após nove dias de greve. Com
a renovação do acordo, os bancários encerraram mais uma campanha
vitoriosa, graças à força da mobilização e à estratégia de
unidade da categoria.

“Estamos fechando mais uma campanha
com sucesso, garantindo aumento real de salários, valorização do
piso e dos vales refeição e alimentação, PLR melhor e avanços na
área da saúde, segurança, condições de trabalho e igualdade de
oportunidades”, comenta a presidenta do Sindicato, Jaqueline Mello,
que representa os bancários de Pernambuco no Comando Nacional. Ela
participou da solenidade de assinatura do acordo e destacou a
importância Convenção.

“Fizemos uma grande campanha e
conseguimos um bom acordo para comemorarmos os vinte anos da nossa
Convenção Coletiva, completados em setembro. Depois de duas
décadas, os bancários continuam sendo a única categoria com um
acordo de trabalho nacional, que garante os mesmos direitos para
todos, do Oiapoque ao Chuí. O resultado da campanha deste ano faz
jus à nossa história de lutas e conquistas”, comenta
Jaqueline.

>> Confira as
conquistas da nova Convenção Coletiva

Esta foi a
21ª assinatura da CCT, conquistada pelos bancários em 1992. Para o
presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos
Bancários, Carlos Cordeiro, a Convenção Coletiva da Campanha
Nacional de 2012 tem um significado histórico especial. “Estamos
comemorando os 20 anos desse instrumento fundamental para a unidade
nacional e para as conquistas dos bancários, que até hoje é uma
referência para as demais categorias de trabalhadores”, afirmou
Cordeiro.

O coordenador da mesa de negociação da Fenaban,
Magnus Apostólico, disse que a campanha nacional de 2012 “foi
solucionada de uma maneira mais ágil, que espero possa marcar o
início de um novo processo de negociações entre bancos e
bancários”.

Os bancários conquistaram na campanha
nacional deste ano 7,5% de reajuste salarial e 8,5% sobre o salário
de ingresso na Convenção Coletiva, o que significa um ganho real,
respectivamente, de 2% e 2,95%. Também alcançaram 8,5% de reajuste
sobre os auxílios-refeição e alimentação e 10% de aumento no
valor fixo da PLR.

Com a 20ª CCT, os bancários conquistaram,
com grandes mobilizações, 16,22% de aumento salarial acima da
inflação desde 2004, quando foi consolidada a estratégia de
unidade entre os funcionários de bancos públicos e privados. Neste
período, o ganho real no piso foi de 35,57%.

Antecipação
da PLR –
Entre as determinações da Convenção está o
prazo de dez dias a partir da assinatura para que as instituições
financeiras façam o crédito da antecipação da Participação nos
Lucros e Resultados (PLR).

Como a data base da categoria é 1º
de setembro, os reajustes nos salários e verbas – como os tíquetes
refeição, alimentação e o auxílio-creche/babá – têm de ser
retroativos. Esses acertos ocorrerão nas folhas de pagamento deste
mês.

O acordo aditivo da Caixa Econômica Federal será
assinado nesta quinta-feira, dia 4. A empresa antecipará o crédito
da primeira parcela da Participação nos Lucros e Resultados para 11
de outubro. Também no dia 4 haverá a assinatura do acordo aditivo
do Banco do Brasil.

Dias da greve – Os dias
da greve não serão descontados dos bancários. Serão compensados
até 15 de dezembro, de segunda a sexta (exceto feriados), em no
máximo duas horas por dia. Após a data, o saldo remanescente será
anistiado.

Mais dinheiro na economia – A
campanha dos bancários contribui muito com a distribuição de renda
no Brasil. O que a mobilização dos trabalhadores conseguiu arrancar
dos bancos significa incremento anual de cerca de R$ 7,6 bilhões na
economia nacional – levando-se em conta o reajuste de 7,5% nos
salários, 8,5% nos vales refeição e alimentação, além da PLR. O
valor é 6% superior ao da campanha de 2011, de acordo com projeção
feita pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos
Socioeconômicos (Dieese). Desse montante, R$ 4,9 bilhões são
referentes ao pagamento da PLR. Assim, R$ 2,3 bilhões já devem ser
distribuídos na antecipação, nos próximos 10 dias. As diferenças
salariais anuais dos bancários vão levar à economia R$ 2,4
bilhões, sem contar os reflexos em FGTS e aposentadorias. Outro
montante que deve injetar dinheiro em restaurantes, lanchonetes e
supermercados são as diferenças nos auxílios refeição e
alimentação, que devem ter impacto anual de R$ 407 milhões na
economia.


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