O Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal anunciaram ontem novas
mudanças nas suas linhas de financiamento, desta vez com foco nas
empresas. Pequenas e microempresas que contratarem operações de capital
de giro no BB terão carência de três meses para começar a pagar.
Quem já pegou o crédito antes do anúncio também poderá adiar o pagamento
das prestações em até três meses, para o início de 2013. O benefício
vale para as linhas BB Giro Rápido e BB Giro Empresa Flex, em caso de
contratação até o dia 28 de dezembro.
O banco estatal anunciou ainda incentivos para tirar clientes da
concorrência. Micro e pequenas empresas com dívidas em outras
instituições financeiras podem contratar empréstimos no BB em um prazo
de até 60 meses para liquidar a dívida antiga. Nesse caso, as taxas de
juros mínimas são de 1,17% ao mês mais Taxa Referencial (TR), de acordo
com a linha. Essas condições são válidas até o fim de outubro.
Duplicata – A Caixa Econômica Federal também anunciou ontem mudanças no crédito.
Reduziu a taxa máxima para desconto de duplicata de 1,85% para 1,15% ao
mês. A taxa mínima continua em 1,06% ao mês.
De acordo com o banco, as novas condições favorecem empresas privadas comerciais, industriais e prestadoras de serviços.
No mesmo produto, a Caixa oferece desconto de 100% na tarifa por entrega
de borderô, cobrada a cada listagem de títulos entregue pelo cliente.
Nas últimas semanas, os bancos públicos vêm anunciando quase diariamente
reduções de taxas de juros para empresas e consumidores, dentro da
política do governo de forçar os bancos privados a seguir o mesmo
caminho.
A Caixa, por exemplo, anunciou o “crédito com pausa”, que permite ao
cliente pular o pagamento de uma prestação a cada 11 meses, em algumas
linhas. Também reduziu os juros do cartão crédito e financiamento de
veículos e motos. A instituição também baixou algumas taxas de
administração de fundos de investimento.
O BB cortou juros para financiamento de motos e no cartão de crédito. A
expectativa agora é de que reduza também tarifas bancárias, outra
questão que entrou na mira do governo, após os reajustes realizados
neste ano.