Menos de uma semana
após a investida no Bradesco do Janga, mais uma agência do mesmo
banco foi assaltada nesta quarta, 10 de outubro. Desta vez, o alvo
foi o Bradesco de Casa Caiada. “Com isso, já são 23 assaltos
este ano, sete a mais que no ano passado inteiro e o Bradesco
responde, sozinho, por quase metade destes assaltos”, afirma o
secretário de Saúde do Sindicato, Wellington Trindade.
Também
nesta quarta-feira, a Prefeitura do Recife interditou mais uma
agência que não cumpre a lei municipal de segurança bancária. O
Itaú da Madalena, assaltado há cerca de 30 dias, foi fechado porque
não tem número suficiente de vigilantes, nem biombos e divisórias,
e estacionamento especial para carro-forte. De acordo com a Dircon
(Diretoria de Controle Urbano da Prefeitura), o local ficará fechado
até que sejam resolvidas as pendências nos equipamentos de
segurança e a unidade esteja adequada à legislação.
Com
esta, são treze agências interditadas na capital pernambucana,
desde o mês de junho. “E o que a gente percebe é que as
ocorrências estão migrando da capital para os outros municípios da
Região Metropolitana. É um indício de que a Lei de Segurança
Bancária do Recife está tendo efeitos e um sinal de que é preciso
ampliá-la para todo o estado”, afirma Wellington
Trindade.
Bradesco – A exemplo da agência do Janga, o
Bradesco assaltado em Casa Caiada não tem portas com detector de
metais, nem biombos, nem cabines para os seguranças. O layout também
é semelhante: um imenso vão, aberto, na entrada da unidade facilita
a ação dos bandidos.
Segundo as testemunhas, a ação foi
rápida, mas violenta. Cinco assaltantes entraram na agência;
obrigaram bancários, clientes e vigilantes a deitarem no chão; e
retiraram os pertences das pessoas, as armas dos vigilantes e o
dinheiro dos caixas.
Wellington Trindade e mais os diretores
do Sindicato, Adeílton Filho e João Marcelo, compareceram ao local
para garantir que a agência ficasse fechada e fosse prestada
assistência às testemunhas. Uma psicóloga foi chamada à unidade
para conversar com os bancários. A assistência psicológica terá
continuidade nesta quinta, dia 11.
O Sindicato alerta quanto à
importância dos bancários que presenciaram o assalto garantirem a
emissão da CAT (Comunicado de Acidente de Trabalho). Caso, no
futuro, o trabalhador comece a apresentar qualquer transtorno
psíquico decorrente do trauma, a CAT certifica que a doença é
relacionada ao trabalho. Garante, portanto, todos os direitos devidos
às vítimas de acidente de trabalho. “O Bradesco tem se recusado a
emitir o documento. Por isso a gente aconselha os bancários a nos
procurarem, aqui no Sindicato”, explica Wellington.