
Pela terceira semana
seguida, os trabalhadores do Centro de Suporte Operacional do Banco
do Brasil, o CSO, paralisaram suas atividades por uma hora, nesta
quinta-feira, dia 13, para protestar contra o projeto de
reestruturação da empresa que pretende transferir para Belo
Horizonte diversos setores administrativos que hoje funcionam no
Recife.
Os bancários do CSO suspenderam as atividades das
10h às 11h para ocupar a frente do edifício Cabipa, no Bairro do
Recife. Durante a manifestação, os trabalhadores e o Sindicato
reforçaram as denúncias sobre os prejuízos causados à economia do
estado com as transferências das duas Centrais para Minas
Gerais.
Segundo Renato Brito, empregado do CSO e diretor do
Sindicato, o ato desta quinta mostrou que os funcionários do Banco
do Brasil continuam com disposição para a luta. “A participação
dos funcionários foi expressiva. Vamos manter esse dia de luta toda
semana. Estamos agendando para quarta-feira que vem, dia 19, uma
audiência pública na Câmara de Vereadores para pressionar as
autoridades do estado e garantir que elas entrem nessa luta conosco”,
esclarece Renato.
>> Bancários fazem mais uma paralisação no CSO e CSL
>> Bancários do BB paralisam CSO e CSL em protesto contra a reestruturação
>> Confira as fotos do protesto
A presidenta do Sindicato, Jaqueline Mello,
avalia positivamente as três primeiras semanas de atividades e
também destaca a expressiva participação dos trabalhadores. “O
engajamento dos funcionários nas atividades é cada vez maior. Isso
mostra que eles estão dispostos a lutar pelos seus direitos. Eles
estão indignados com esse absurdo que o banco está fazendo de
propor uma reestruturação sem o mínimo critério de transparência.
Até o momento, o banco ainda não apresentou a nota técnica com o
seu projeto para a reestruturação. Estes protestos também exigem
as informações adequadas”, diz a presidenta.
Jaqueline
também destaca que a luta contra a reestruturação no Banco do
Brasil vai continuar seguindo a linha traçada pela direção do
Sindicato, que é a de atuar em duas frentes. “A primeira é
atuar junto aos parlamentares, ao governo do estado e à sociedade em
geral para evitar que sejam retiradas de Pernambuco atividades
importantes do BB que devem ser transferidas para Belo Horizonte. A
outra frente é garantir que os direitos dos trabalhadores sejam
mantidos, que as pessoas não sejam prejudicadas, tanto em termo
salarial como em relação a seu futuro dentro da empresa”,
salienta Jaqueline
CSL – Vale lembrar que os
trabalhadores do CSL, na Imbiribeira, decidiram reforçar o
convencimento dos colegas que ainda não se engajaram no movimento.
Nesta quinta eles vestiram-se de preto e concentraram os esforços em
uma atividade interna direcionada aos próprios empregados da
Central. Nas duas últimas semanas, os funcionários do CSL também
pararam suas atividades por uma hora.