Mais uma quinta de luta contra a reestruturação no BB

Amanhã é mais uma quinta-feira de protestos no CSO e CSL – Centros de Suporte Operacional e Logístico do Banco do Brasil. Em xeque, a reestruturação que pretende transferir para Minas Gerais os serviços mais importantes destes setores. Na semana passada, o assunto foi obejto de audiência pública na Câmara dos Vereadores e de reuniões entre deputados federais e o banco. Hoje, dia 26 de dezembro, o Sindicato voltou a se reunir com a Gepes – gerência de Pessoas para tratar do assunto.

Pelo Sindicato, participaram da reunião a secretária da Mulher, Sandra Trajano e o secretário-geral, Fabiano Félix. Eles levaram aos representantes do banco, Miguel Arruda e Ayrton, várias denúncias quanto a falta de transparência e ausência de critérios nas nomeações que estão ocorrendo dentro do processo de migração.

No serviço de combate a fraudes, por exemplo, que passa a ser centralizado em Recife, há denúncias de que alguns escriturários cujos nomes estavam em posições no final da listagem foram favorecidos em detrimento de outros mais bem classificados. Também na nomeação dos assistentes, há denúncias de que estão sendo privilegiados os bancários que não têm ação contra o banco.

As denúncias foram levadas ao conhecimento da Gepes – Gerência de Pessoas, cujos representantes ficaram de averiguar os fatos e dar um retorno. Outro problema apontado pelo Sindicato é quanto a transferências de escriturários entre departamentos que ainda não estão afetados pelas mudanças. “É muito importante que os bancários tragam estas denúncias até o Sindicato, porque é desta forma que a gente pode intervir buscando as soluções para os problemas”, lembra a secretária da Mulher, Sandra Trajano.

O Sindicato também voltou a criticar a postura dos gestores da CSL durante a audiência pública na Câmara dos Vereadores, na semana passada. Eles se utilizaram de uma norma interna do banco, que reserva aos gestores o poder de autorizar a utilização do banco de horas para compensação posterior, para impedir os funcionários de irem à audiência. “É uma coisa comum: se o bancário precisa se ausentar para resolver um problema, ele compensa as horas não trabalhadas depois. No entanto, o CSL fez questão de não autorizar a participação dos trabalhadores na audiência”, explica o secretário-geral do Sindicato, Fabiano Félix.

MOBILIZAÇÃO – Nesta quinta, os bancários voltam a vestir preto em mais um ato contra a reestruturação, nos prédios do CSO e CSL. É a quarta semana de protestos. Além disso, já foram realizadas audiência pública na Câmara dos Vereadores e vários parlamentares estão intervindo junto ao banco. Um ofício já foi protocolado junto à Casa Civil para que o governador Eduardo Campos também se manifeste quanto ao assunto. No entanto, até agora, o pedido permanece sem resposta.

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