Neste domingo, 28, foi
celebrado o Dia Mundial em Memória das Vítimas do Trabalho. Durante
a semana que antecedeu a data, o Movimento 28 de Abril, do qual o
Sindicato faz parte, realizou uma série de atividades relativas ao
tema. Para o secretário de Formação do Sindicato, João Rufino, a
programação foi muito enriquecedora para o trabalhador.
“Foi
uma semana cheia de atividades, exposições, palestas, seminários.
Precisa, apenas, que o movimento sindical se aproprie mais deste
espaço. Alguns sindicatos que integram o Movimento se ausentaram das
atividades”, contou.
João Rufino destacou a audiência
pública realizada na Câmara Municipal do Recife, na sexta-feira, dia 26, como ponto alto da
programação. “Foi o momento mais feliz durante toda a semana de
atividade. Essa audiência foi bastante concorrida. Tivemos a
presença de representantes da DRT, Ministério Público, deputados
estaduais e federais, além das centrais sindicais, trabalhadores, o
pessoal da Appdort (Associação Pernambucana dos Portadores de
LER/Dorts)”, destacou o sindicalista.
O dirigente bancário
também relatou que coube ao Sindicato dos Bancários a missão de
entregar ao vereador Davi Muniz, que promoveu a audiência pública,
um documento denunciado a falta de condições no Cerest Recife
(Centro de Referência em Saúde do Trabalhador). “Estamos
apenas com dois médicos do trabalho para atender uma população de
trabalhadores que frequenta este Cerest da maior cidade de Pernambuco
e que atende toda a população do Recife, Olinda, Paulista e da ilha
de Fernando de Noronha. Davi Muniz ficou de fazer uma investigação
e levar essa denúncia para frente”, disse Rufino.
A
denuncia promovida pelo Sindicato serve de alerta para que não se
repita com o Cerest Recife o que ocorreu com o Cerest Hospital das
Clínicas, segundo o secretário de Saúde do Trabalhador do
Sindicato, Wellington Trindade.
“Apesar de todo o esforço
das entidades que lidam com a saúde do trabalhador, tivemos o
desprazer de ser surpreendido com o fechamento do Cerest do Hospital
das Clínicas. Referência estadual em saúde do trabalhador, o
centro era uma ponto de ajuda, um porto seguro, que atuava há mais
de 15 anos assegurando um atendimento especializado e de qualidade.
Numa data triste, de lembrança triste, com é o 28 de abril, o
trabalhador tem mais esse revés. Atualmente, na região
metropolitana do Recife só nos resta o Cerest de Recife e o de
Jaboatão. Insuficientes para atender ao trabalhador. Isso demonstra
que cada vez mais o capital estrangula o trabalhador na sua tentativa
de sobreviver nesse mundo cão. No momento em que o trabalhador mais
precisa de ajuda, com sua saúde debilitada, o estado não lhe dá
assistência”, relata Wellington.
>> Ouça reportagem sobre as celebrações do 28 de abril na Rádio dos Bancários