Por
Aluízio Lira*
Os
bancários hoje se deparam com agências super lotadas em períodos
de pagamento de empresas e principalmente do INSS, enfrentando
diversos problemas como: sistema lento, falta de autonomia para
solucionar problemas dos clientes e uma redução no quadro de
funcionários. As Horas Extra se tornaram uma necessidade para
cumprir as demandas do dia a dia , muito embora, existam alguns
colegas que trabalham sem ” registrar” o ponto.
Além
disso, ainda assistem a áudio conferências que são na verdade puro
assédio moral, com gritos e mais gritos por produção, sem contar
os inúmeros e-mail de domingo a domingo que os gerentes recebem de
cobrança pelos seus gestores.
A parte operacional enfrenta
uma burocracia nunca vista com uma quantidade de papéis, pastas e
consultas de operações sem precedentes para serem liberados,
culminando com horários de verificações e realizações de
atividades estressantes.
A função caixa, também sofre
constantemente pois além do pagamento/recebimento, há a obrigação
de venda de produtos.
Aquele bancário que já se acostumou
com as cobranças, a falta de segurança e os diversos tipos de
doenças devido às pressões por metas ou pelas rotinas da parte
operacional, ainda tem de lutar para permanecer por mais um dia no
trabalho…
Mesmo aqueles que são concursados procuram
continuar estudando para se enquadrarem em outra profissão que
ofereça uma melhor rentabilidade e uma melhor qualidade de
vida.
Como categoria unificada, devemos valorizar a nossa
organização em nível nacional, através das lutas quando do nosso
dissídio a cada ano, que já apresentou conquistas, mas que mostra a
necessidade de muito ainda a conseguir. Só unidos, cada vez mais,
poderemos alcançar dias melhores no nosso ambiente de trabalho como
também darmos uma atenção maior às nossas famílias.
*
Aluízio Lira é diretor da Federação dos Trabalhadores do Ramo
Financeiro do Nordeste (Fetrafi-NE)