Sindicato retoma negociações com o Santander nesta segunda

O Sindicato e a
Contraf-CUT voltam a se reunir com o Santander nesta segunda-feira,
dia 28, para retomar as negociações sobre a pauta de reivindicações
específicas dos funcionários. A reunião faz parte do Comitê de
Relações Trabalhistas (CRT), que se encontrou pela última vez no
dia 4 de julho (leia mais aqui).

Segundo
o secretário de Administração do Sindicato, Epaminondas Neto, a
expectativa é que as negociações avancem. “Temos uma série de
reivindicações sobre emprego, condições de trabalho, remuneração,
saúde suplementar e previdência complementar. Nossa pauta já está
com o Santander desde o dia 26 de junho, tempo suficiente para o
banco conhecer nossas demandas e negociá-las com seriedade”,
destaca Epaminondas.

Saúde e condições de trabalho –
Na última quinta-feira, dia 25, os sindicatos e o Santander se
reuniram para discutir as reivindicações em pauta no Fórum de
Saúde e Condições de Trabalho. Durante o encontro, os bancários
destacaram que a falta de funcionários, a sobrecarga de serviços,
as metas abusivas, o assédio moral e a insegurança estão agravando
os problemas de saúde dos trabalhadores do Santander.

“Vários
colegas estão tomando remédios de tarja preta. Outros estão
adoecendo e vários se encontram afastados do trabalho. Os
trabalhadores não aguentam mais essa situação de descaso do banco.
Mostramos aos representantes do Santander a necessidade de acabar com
as condições precárias de trabalho, sobretudo na rede de agências,
e agora esperamos que o banco traga soluções que atendam as
reivindicações dos bancários na reunião do Comitê de Relações
Trabalhistas, que ocorre na próxima segunda-feira”, afirma o
secretário de imprensa da Contraf-CUT, Ademir Wiederkehr.

Os
representantes dos bancários alertaram que as condições de
trabalho no banco são assustadoras, pioram e se deterioram dia a
dia. No ano passado, houve corte de 572 postos de trabalho. No
primeiro semestre deste ano, segundo informações enviadas pela
maioria dos sindicatos para a Contraf-CUT, o banco demitiu 2.604
funcionários, dos quais 1.820 sem justa causa. Foi denunciada,
também, a prática do assédio moral para o atingimento das metas
abusivas.

Os dirigentes sindicais defenderam novamente a
proposta de manutenção dos planos de saúde na aposentadoria, nas
mesmas condições de cobertura assistencial de que o funcionário
gozava quando da vigência do contrato de trabalho, mediante o
pagamento de mensalidade correspondente ao valor que era descontado
de seu holerite (contra cheque).

Também foi ressaltado a
importância de discutir a unificação da gestão dos planos de
saúde, buscando garantir a participação dos trabalhadores e
assegurar transparência, com acesso aos contratos e aos estudos
atuariais que subsidiam as decisões sobre pagamentos e
contribuições. Além disso, os bancários cobraram o recebimento de
extratos mensais com as despesas realizadas, a exemplo do
procedimento já adotado há muitos anos pela Cabesp. O banco se
limitou a dizer que o assunto está sendo estudado.

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