Sindicatos cobram da Caixa respeito à jornada de trabalho dos empregados

Os
sindicatos e a Caixa voltaram a se reunir nesta terça-feira, dia 3,
para a quarta rodada das negociações específicas da Campanha
Nacional dos Bancários. Durante o encontro, os dirigentes sindicais
cobraram do banco que disponibilize o Sipon (Sistema de Ponto
Eletrônico) a todos os trabalhadores, inclusive aos gerentes. Os
representantes dos bancários cobraram também um prazo de cinco dias
de antecedência para a Caixa comunicar os empregados quando devem
folgar.

“Avisamos ao banco que, se essas demandas não forem
respeitadas, os sindicatos não vão renovar a cláusula 6ª do
acordo aditivo, que trata da compensação de horas extras”, afirma
a presidenta do Sindicato, Jaqueline Mello, que é empregada da
Caixa.

A cláusula 6ª estabelece que a jornada de trabalho
poderá ser prorrogada excepcionalmente e é assegurada a aplicação
do percentual de 50% sobre o valor da hora normal ou a compensação,
com folga, das horas extraordinárias. Se a cláusula não for
renovada, a Caixa terá de pagar por toda hora extra feita pelos
bancários.

Os representantes da Caixa afirmaram que a
exigência de marcação no Sipon, cuja implantação em todo o país
foi concluída em 31 de agosto, “atrapalha” os comissionados. Os
representantes dos bancários discordaram e acusaram a Caixa de
discriminação com os comissionados que não registram o ponto.

Os
negociadores da Caixa afirmaram que não é orientação do banco
haver qualquer tipo de marcação paralela de ponto e que todos devem
assinalar corretamente sua jornada e todas as horas extras. Afirmaram
ainda que desconhecem haver locais na empresa onde ocorram horas
extras sistemáticas.

“Pelo visto, os negociadores da Caixa
não conhecem a realidade dos bancários. Todas as agências abertas
recentemente em Pernambuco sofrem com a falta de empregados e as
horas extras são sistemáticas, sim. Não só nas novas unidades, as
mais antigas também sofrem
com este problema”, diz Jaqueline.

Os dirigentes sindicais
afirmaram
ainda que, também devido à sobrecarga de trabalho, grande parte dos
empregados não pode fazer os cursos de seis horas por mês dentro da
jornada da Universidade Caixa, que é uma das exigências para a
promoção. A essa crítica, os negociadores do banco responderam:
“só não fez curso quem não quis”.

Terceirização
Os
sindicatos denunciaram que a abertura de novas agências com número
reduzido de empregados tem comprometido o atendimento nas unidades, o
que provoca o aumento na procura de casas lotéricas e outros
correspondentes bancários pelos clientes, principalmente de baixa
renda. A essa questão a Caixa respondeu que não vê relação entre
o número de empregados em pouca quantidade com o aumento da procura
por correspondente bancário.

Funcef
Na
reunião os trabalhadores voltaram a cobrar o fim da discriminação
aos empregados que não saldaram o REG/Replan e, em função disso,
são impedidos de migrar para o PCS (Plano de Cargos e Salários) de
2008 e para o PFG (Plano de Funções Gratificadas) de 2010. A Caixa
voltou a negar a reivindicação.

Conselho
de Administração –
 A
direção da Caixa informou que foi formada comissão eleitoral –
composta por representantes do banco e da Contraf-CUT – para
organizar novo calendário para a eleição do representante dos
empregados no Conselho de Administração do banco. O processo foi
retomado após o movimento sindical pressionar pela mudança na regra
que impedia que cerca de 80% dos trabalhadores pudessem se
candidatar.

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