Mais
uma vez, a direção do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) frustrou as
expectativas do funcionalismo durante rodada de negociação
realizada nessa segunda-feira, dia 9, no Centro Administrativo do
Passaré, em Fortaleza. O banco limitou-se a apresentar para o
Comando Nacional dos Bancários alguns avanços da mesa permanente,
entretanto sem apresentar nada de concreto relativo às
reivindicações da pauta específica dos funcionários para a
Campanha Nacional 2013.
O diretor administrativo e de TI do
BNB, Nelson Antônio de Sousa, e o superintendente de Desenvolvimento
Humano, Alan Teixeira, ressaltaram como avanços da mesa a suspensão
do empréstimo de férias e do CDC; a resolução dos casos pendentes
oriundos da reestruturação realizada nas centrais operacionais; a
convocação de 210 concursados, inclusive de áreas técnicas; a
abertura de novas agências e previsão de mais 78 inauguradas até o
final de 2013; a desmobilização de terceirizados; a disponibilidade
do banco em negociar passivos trabalhistas; a definição da comissão
eleitoral para eleição do representante dos trabalhadores no
Conselho Administrativo nos moldes do BB e, pela primeira vez, o BNB
falou oficialmente sobre a existência de um Plano de Incentivo ao
Desligamento, que se encontra em análise pelo Ministério da Fazenda
e Dest. O banco negou,
no entanto, o
“asseguramento” de função de 12 meses no que se refere à
reestruturação realizada recentemente pelo BNB.
Para o
diretor do Sindicato, Fernando Batata, realmente houve avanços nas
negociações permanentes com o BNB. Mas a pauta de reivindicações
específicas da Campanha Nacional 2013 não teve um item sequer
atendido. “Ao longo do ano, conseguimos uma série de avanços nas
negociações permanentes. Mas isso não anula as reivindicações da
Campanha Nacional. Já realizamos três rodadas de negociações com
o BNB e até agora não tivemos uma demanda atendida. Queremos um
novo PCR, PLR Social de 5%, implantação imediata do ponto
eletrônico, mais contratações e o fim completo das terceirizações,
entre outras questões. Dessa forma, só resta aos bancários do BNB
reforçar, em peso, a greve geral por tempo indeterminado, marcada
para começar no próximo dia 19”, afirma Batata.
Durante a
reunião de segunda-feira, a representação dos funcionários cobrou
respostas para a revisão do PCR, o aumento de 3% para 5% no
pagamento linear da PLR Social, as questões relativas à CAPEF e à
CAMED, a implementação real do ponto eletrônico e emprego, entre
outras. O banco, no entanto, não aceitou nenhuma reivindicação.