Neste
domingo, 15 de setembro, mais uma Parada da Diversidade movimenta as
ruas de Boa Viagem. O objetivo é chamar a atenção da sociedade
para combater a homofobia e lutar pela igualdade de direitos e
oportunidades independentemente
da orientação sexual.
O Sindicato, como sempre, estará
presente. “Dentro do movimento sindical, os bancários são
vanguarda na luta contra a
discriminação por conta da orientação sexual.
Já tivemos várias conquistas, como a isonomia de
direitos para casais
homoafetivos. Mas ainda há muito a conquistar”, afirma o
secretário de Bancos Privados do Sindicato, Geraldo Times.
Um
grupo de diretores do Sindicato se reúne na sede da
entidade a partir das 10
horas, de onde seguirá para o Parque Dona Lindu, a concentração da
Parada. A expectativa é que cerca de 600 mil pessoas participem da
atividade que, este ano, tem como tema: “Felicidade é coisa séria.
Nossa luta é por respeito e dignidade”.
Entre as atrações,a
cantora Gaby Amarantos realiza a abertura do evento, por volta do
meio-dia. Haverá ainda orquestras de frevo, bonecos de Olinda,
passistas e treze
trios elétricos, que percorrerão toda a avenida Boa Viagem, levando
bandas, DJs, artistas locais e celebridades.
Os destaques
ficam por conta dos trios da boate Metrópole, com mais de dez
apresentações, e do Fórum LGBT de Pernambuco, que vai trazer os
shows do conjunto Damas de Jorge e da cantora Jaina Elner. Além
destes, várias entidades que apoiam a luta do movimento LGBT também
participarão com trios, a exemplo do Instituto Papai, Grupo Gay
Leões do Norte e Sintepe (Sindicato
dos Trabalhadores em Educação do Estado de Pernambuco).
Para a empresária e considerada madrinha da comunidade LGBT
em Pernambuco, Maria do Céu, o evento é de suma importância para
combater qualquer tipo de exclusão, principalmente depois que o
Congresso Nacional votou o projeto intitulado “cura gay”, que,
segundo ela, “tentou tratar os homossexuais como doentes”.
História
das paradas gays
– O fato que marca o início da realização das Paradas Gays em
todo o mundo ocorreu em Nova York, durante uma batida policial no bar
Stonewall. Era um dos bares que, desde a década de 60, servia de
reduto de debates do público LGBT que sofria abusos e repressões de
autoridades locais. Em 1989, um grupo se rebelou e a prisão e o
espancamento de várias pessoas levaram dois mil manifestantes às
ruas no dia 28 de junho, que se tornou o
dia oficial do orgulho gay.
As manifestações em Nova York
estimularam
a organização dos
movimentos pelos direitos civis dos cidadãos homossexuais.Hoje,
praticamente
todos os países europeus e vários outros das Américas possuem suas
paradas de orgulho gay.