Solidariedade entre os bancários fortalece a greve

A tranquilidade reinou,
quase que absoluta, no primeiro dia da greve dos bancários em
Pernambuco. Como acontece a cada greve, a despeito das
pressões conhecidas, os trabalhadores dos bancos públicos,
consolidada a paralisação de suas unidades, se mobilizaram para
ajudar a fechar agências dos bancos privados.

Geraldo Lélis
é exemplo dessa solidariedade e disposição de luta. Empregado da
Caixa há pouco mais de um ano, participa ativamente do movimento
pela primeira vez, em sete anos de trabalho como bancário. Egresso
do setor privado, passou pelo Santander e pelo Bradesco. Sua agência
aderiu inteira à greve, e ele levou seu entusiasmo para ajudar no
fechamento da Agência Imperador do Bradesco, onde trabalhou
anteriormente.

“Tenho muito orgulho de reencontrar meus
colegas. Mais ainda em poder participar ativamente, pela primeira
vez, de uma causa. Como bem diz o Ronaldo Cordeiro (bancário do
Bradesco e diretor do Sindicato), é em prol da nossa dignidade. Eu
sei que os colegas dos bancos privados têm, sim, espírito de luta,
mas não podem participar, porque são escravizados pelo sistema.
Então, eu os represento”, resume Lélis.

O cuidado expresso
pelo bancário em relação aos colegas do Bradesco não é
partilhado por outro trabalhador de banco privado, que estreia em
greve da categoria: “Se é uma greve dos bancários, todos deveriam
parar, se organizar e se unir para conquistar alguma coisa melhor
para nosso futuro”, diz ele, que pede para não ser identificado,
por razões óbvias.

Veterana de algumas greves da categoria,
Sandra Cavalcanti também saiu de sua agência para ajudar na
paralisação em outras unidades do próprio Banco do Brasil:
“Participo do movimento há anos. Acho muito importante, pois
quanto mais gente adere, mais rápido a greve termina, pois o banco
se sente pressionado”, exemplifica.

No
interior –
Além da capital, a greve dos bancários começou com
força também nas demais regiões do estado. Em Pesqueira, no
Agreste pernambucano, por exemplo, os trabalhadores da Caixa e do BB
aderiram em peso ao movimento iniciado nesta quinta. Já os bancários
do BNB, decidiram parar a partir desta sexta.

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