Desde a terça-feira,
1º de outubro, em plena greve da categoria, a bancária Maria Neide
Rocha Leite Freire está reintegrada ao Bradesco, por ordem do
judicial. A retomada de suas funções entretanto, ainda não tem
data definida, uma vez que ela se encontra afastada do trabalho pelo
INSS, por ser portadora de LER/Dort – no punho, cotovelo e ombro. E
se puder, retornará à agência de origem, em Piedade, “onde
sempre fui respeitada”.
A bancária é gerente
Administrativa da Agência Domingos Ferreira, mas a reintegração
foi feita na Agência Marquês de Olinda. Ela acusa o gerente-geral
de assediá-la moralmente, e diz que sua demissão se deu por
implicância pessoal: “Ele é autoritário, e eu não admito
desrespeito. Tenho testemunhas de que ele falava mal de mim pelas
costas. E não só de mim, há um vigilante que pediu para ser
removido da agência porque vivia sendo assediado por essa pessoa”,
acusa.
Maria Neide estava em tratamento das lesões há 10
anos. Continuava a trabalhar, apesar disso: “Pensava em sair de
licença depois das férias, porque já não aguentava mais tanta dor
e desrespeito, quando fui demitida, em 1º de junho deste ano”,
conta. Tinha 29 anos e quatro meses de Bradesco.
Todo o
processo de caracterização de acidente de trabalho foi feito
através da Secretaria de Saúde do Sindicato, que emitiu a CAT, e
orientou a bancária a buscar seus direitos na Justiça. Ela o fez
através de advogada particular. A ação corre na 12ª Vara da
Justiça do Trabalho, e a reintegração se deu por tutela antecipada
ou liminar.