Em assembleia realizada
nesta quinta-feira, dia 30, na sede do Sindicato, os funcionários
do antigo Banco de Crédito Nacional (BCN) aprovaram por unanimidade
a proposta que destina R$ 100 milhões aos bancários referentes à
segunda parcela a ser recebida da Fundação Francisco Conde
(FFC).
Esse dinheiro é proveniente do IABCN (Instituto
Assistencial BCN), que era administrado pela FFC. Os recursos são
oriundos das contribuições dos funcionários e do antigo BNC e
estavam bloqueados desde que o Bradesco comprou a instituição
financeira em 1997.
Segundo o secretário de Banco Privados do
Sindicato, Geraldo Times, a assembleia foi muito boa e contou com a
participação efetiva dos ex-bancários do BCN. “O acordo
aprovado por unanimidade foi arrancado com muita pressão do
Sindicato e da Contraf-CUT nas negociações com o Bradesco e a
Fundação Francisco Conde, intermediadas pelo Ministério Público”,
comentou.
Justiça – Funcionário do BNC entre junho de
1975 e dezembro de 1986, José Araújo Raposo foi um dos que
participou da assembleia desta quinta. Segundo o ex-bancário, nada
mais justo do que receber de volta parte contribuição paga à
Fundação Francisco Conde. “Eu acho esse acordo correto porque os
funcionários que trabalharam e contribuíram para a fundação têm
o direito de receber o dinheiro que investiram”, disse.
O
diretor do Sindicato e secretário de Assuntos Jurídicos da
Contraf-CUT, Alan Patrício, participou da assembleia e ajudou a
esclarecer sobre o andamento das negociações entre o Bradesco, o
Ministério Público e o Sindicato, que culminaram com a proposta de
acordo.
“Vamos conversar com o Ministério Público para
questionar o motivo da exclusão de alguns nomes. E tentar, com as
documentações solicitadas na nossa assembleia, a inclusão dos
nomes. Para isso, convocamos os trabalhadores do BCN a trazer para o
Sindicato, até a próxima segunda-feira, a cópia autenticada do RG,
do CPF, da carteira de trabalho na página que contém a foto, a
qualificação e o contrato de trabalho que esteve excluído desse
processo. Vamos tentar sensibilizar o Ministério Público, mas, caso
a gente não tenha sucesso, vamos pleitear o direito em ações
individuais na Justiça”, explica Alan.
>> Ouça
reportagem sobre o acordo aprovado na Rádio dos Bancários