Representantes de
diversas organizações dos movimentos sociais, sindical e popular
realizaram nesta quinta-feira, dia 5, no auditório do Sindicato do
Bancários, Seminário sobre o Plebiscito Popular por uma
Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político Brasileiro. O
evento, organizado pelo Comitê Pernambucano pelo Plebiscito Popular,
teve o objetivo de organizar as próximas etapas da campanha no
Estado.
O Plebiscito Popular pela Constituinte será
realizado na Semana da Pátria, de 1º a 7 de setembro, e fará uma
única pergunta ao povo brasileiro: “Você é a favor de uma
constituinte exclusiva e soberana sobre o sistema político?”.
Cerca de 300 organizações constroem o plebiscito nacionalmente e já
existem mais de 400 comitês espalhados em todo país. A meta é
alcançar 15 milhões de votos.
Democracia – O presidente da Central Única
dos Trabalhadores de Pernambuco, CUT-PE, Carlos Veras, destacou a
importância da realização do plebiscito para a classe
trabalhadora. “Os movimentos sociais, a CUT os nossos sindicatos
estão engajados nessa luta. O plebiscito é muito importante para o
movimento sindical porque essa é a principal reforma que garante
avanços nas nossas pautas. Inclusive nas pautas individuas dos
sindicatos”, diz.
Para Carlos Veras, o grande problema hoje
para aprovar os projetos que interessam aos trabalhadores é o
Congresso Nacional. “O Senado e a Câmara dos Deputados são
extremamente conservadores. Para que as trabalhadoras e os
trabalhadores tenham mais representantes no Congresso, precisamos
mudar o sistema político. Defendemos o financiamento público de
campanha para que possamos disputar as eleições em pé de igualdade
com os representantes do capital. Não aceitamos essa reforma
política, esses remendos políticos que o Congresso está querendo
fazer, porque não resolve os problemas. Queremos que os próprios
cidadãos possam participar da reforma política, através de uma
constituinte exclusiva”, explica Carlos Vera.
Representatividade – Para o
diretor do Sindicato dos Bancários de Pernambuco e secretário de
Políticas Sociais da CUT Nacional, Expedito Solaney, a consolidação
da democracia no país passa pela realização de uma constituinte
exclusiva e soberana do sistema político. “Além do financiamento
público de campanha, a CUT defende o fim do Senado, o voto em lista,
a fidelidade partidária. Tudo isso é fundamental para consolidar a
democracia no país”, diz.
Segundo Solaney, o sistema
eleitoral brasileiro, hoje, só elege quem tem dinheiro para bancar
as campanhas. “Isso dá uma sub-representarão para os
trabalhadores no Congresso Nacional. Não é à toa que quase dois
terços de parlamentares representam os empresários. O poder
econômico é muito forte”, diz Solaney.
Ganhar as ruas – Já o secretário
de Formação do Sindicato dos Bancários de Pernambuco, João
Rufino, que também participou do seminário, defende que a discussão
sobre a realização de uma constituinte exclusiva para modificar o
sistema político precisa ganhar as ruas o quanto antes. O dirigente
ficou bastante satisfeito com a realização do seminário.
“Para
mim foi a primeira vez que, de fato, a gente viu a pujança deste
movimento. Essa discussão precisa ganhar as ruas agora, na Copa. O
caminho para acabar com esta insatisfação generalizada que tomou
ruas desde os protestos de junho do ano passado é fazer a reforma
política; e não deixar que ela seja pautada pelos outros. A gente
já teve uma proposta da presidenta Dilma para a reforma, que foi
barada pelos não interessados, deputados, senadores e pela própria
imprensa. E o povo quer essa reforma. Espero que este plebiscito
consiga assinaturas suficientes para mostrarmos aos políticos e à
imprensa marrom que é essa reforma é prioridade”, finaliza
Rufino.