
Reforma política,
reforma tributária, reforma agrária e política agrícola,
redemocratização da comunicação: estes são alguns dos pontos
estratégicos da pauta dos trabalhadores que foram tratados na 13ª
Plenária Estadual da CUT Pernambuco, realizada de quinta a sábado
passado (05 a 07), no auditório do Sindicato dos Bancários.
Com
o tema “Organizar, lutar e avançar nas conquistas”, o evento
reuniu mais de 200 delegados e delegadas. Os bancários foram
representados por uma delegação de oito pessoas, escolhidas em
assembleia no dia 27 de março.
Durante dois dias, os
trabalhadores, dos diversos ramos de atividade, debateram sua pauta,
o cenário político e econômico, as estratégias de mobilização.
No sábado, último dia de plenária, foram eleitos os representantes
de Pernambuco na 14ª Plenária Nacional, a ser realizada de 28 de
julho a 1º de agosto, em São Paulo.
Suzineide Rodrigues,
secretária de Finanças do Sindicato, fez parte da primeira mesa de
debates, que teve como foco a discussão da pauta dos trabalhadores e
o contexto político e econômico. “Enquanto não conseguirmos
garantir uma reforma política, com financiamento público de
campanhas, os trabalhadores e movimentos sociais continuarão
sub-representados no parlamento e as grandes oligarquias continuarão
impondo seus projetos”, ressalta Suzi.
A redemocratização
dos meios de comunicação é outro ponto fundamental da agenda dos
trabalhadores. “Nos países dito desenvolvidos, que a mídia tanto
gosta de citar como modelos, não existe a concentração que há
aqui, onde cinco famílias dominam os meios de comunicação. A
Globo, por exemplo, tem TV aberta e fechada, editora, jornal, rádio,
internet… Ou seja, são eles que determinam o que deve ou não deve
ser informado às pessoas”, opina o secretário de Formação da
CUT, Fabiano Moura, que também é diretor do Sindicato.
Ponto
estratégico é também uma Reforma Agrária, que garanta tanto o
acesso à terra quanto políticas de crédito e políticas públicas
– de educação, saúde e assistência social, que permitam aos
agricultores familiares permanecerem no campo. É, ainda, uma Reforma
Tributária que, ao contrário do que apregoam os grandes
empresários, institua a progressividade das taxações, ou seja,
contribuições que cresçam de acordo com os ganhos.
Outros
pontos permanecem centrais na agenda de lutas: combate ao trabalho
infantil e ao trabalho escravo, manutenção da política de
valorização do salário-mínimo, redução da jornada para 40 horas
sem redução do salário, fim do fator previdenciário.
“Precisamos ainda estar atentos a todas as propostas que
tramitam no Congresso contra o trabalhador, a exemplo do Projeto de
Lei 4330, que escancara a terceirização”, diz o diretor do
Sindicato e secretário de Políticas Sociais da CUT Nacional,
Expedito Solaney.