O Sindicato e a
Contraf-CUT se reuniram com a Fenacrefi nesta quinta-feira, dia 21,
em São Paulo, para a terceira rodada das negociações da Campanha
Nacional dos Financiários. As discussões giraram em torno da
terceirização. Os sindicatos exigiram que todos os direitos da
Convenção Coletiva de Trabalho dos Financiários sejam aplicados
aos empregados terceirizados.
“Também reivindicamos a
reversão das terceirizações e dos correspondentes bancários.
Mostramos para as financeiras os prejuízos das terceirizações não
só para os trabalhadores, mas também para as próprias empresas.
Hoje, por exemplo, as financeiras fazem grandes provisionamentos por
conta da baixa análise na concessão do crédito feita por
terceirizados”, explica o secretário do Ramo Financeiro do
Sindicato, Flávio Coelho.
Os representantes das financeiras
alegaram que não há espaço para avançar numa solução negocial
sobre a terceirização, em razão da expectativa de julgamento da
matéria pelo Supremo Tribunal Federal. O STF pode decidir nos
próximos se libera ou não a terceirização
indiscriminadamente.
Os sindicatos rebateram, alegando que, no
caso das financeiras, não se trata de terceirização de serviços,
mas de ilegalidades e afrontas aos artigos 2º e 3º da CLT, que
definem relação de emprego – tese que tem sido acatada pela justiça
trabalhista para punir as financeiras.
Outros assuntos – Os sindicatos e as financeiras também discutiram sobre o assédio
moral e a criação de comissão paritária de controle das condições
de saúde. Os representantes da Fenacrefi disseram que as financeiras
estão discutindo internamente a formação da comissão e assumiram
o compromisso de indicarem os nomes para compor o coletivo até 25 de
agosto.
A próxima rodada de negociação ficou acertada para
16 de setembro, às 10h30. Os sindicatos aguardam resposta às
reivindicações, particularmente o pedido de antecipação do
pagamento nos salários da inflação acumulada no período de 1º de
junho de 2013 a 31 de maio de 2014.