Representantes dos
funcionários do BNDES entregaram nesta segunda-feira, dia 8, a pauta
de reivindicações da Campanha Salarial 2014 para a direção do
banco, no Rio de Janeiro. Em Pernambuco, o Sindicato realizou
assembleia e os funcionários do BNDES no estado aprovaram, por
unanimidade, a pauta nacional fechada no final de julho (leia aqui).
O banco foi representado pelo diretor de RH, Fernando
Marques, que apresentou o interesse de, nas próximas rodadas, tratar
da renovação do Acordo de PLR. E em resposta ao ofício enviado
pela Contraf-CUT em 29 de agosto, ele reiterou a garantia da
data-base dos funcionários em 1º de setembro e a manutenção pelo
banco das cláusulas vencidas até a assinatura do próximo
acordo.
Segundo a secretária de Bancos Públicos do
Sindicato, Daniella Almeida, a primeira rodada de negociações com o
BNDES ficou pré-agendada para o próximo dia 17. “Ainda vamos
confirmar a data, mas, independente disso, esperamos que o BNDES
negocie com seriedade. O banco já firmou compromissos em campanhas
passadas que depois não cumpriu. Esperamos que este ano seja
diferente, pelo bem da própria credibilidade do banco com os
funcionários”, diz Daniella.
Ressalva em Pernambuco –
Na assembleia realizada pelo Sindicato, o único destaque que os
funcionários de Pernambuco fizeram na pauta foi em relação à
cláusula 71, que reivindica que os cargos comissionados, inclusive
os de superintendente, sejam ocupados exclusivamente por servidores
concursados. Essa reivindicação já foi atendida no Rio, mas em
Pernambuco, não.
“Os funcionários deixaram claro que não
se trata de um problema específico em relação às pessoas que
estão ocupando os cargos comissionados no estado. Trata-se de uma
questão estrutural”, explica Daniella.
GEP-Carreira –
Antes da entrega da pauta, a Contraf -CUT protocolou documento à
parte exigindo o cumprimento imediato do acordo sobre o plano de
carreira, conhecido como GEP-Carreira, sob pena de serem tomadas
medidas legais cabíveis por parte dos representantes dos
empregados.
“Fomos enfáticos na cobrança de uma solução
para a pendência do GEP-Carreira que foi formalizado pelo banco por
pelo menos três oportunidades. Não é concebível iniciarmos a
discussão de um novo acordo, sem o banco se posicionar com relação
a esta pendência”, destaca Miguel Pereira, secretário de
Organização do Ramo Financeiro da Contraf-CUT.
Junto com o
reajuste salarial de 12,5%, várias outras reivindicações integram
a pauta, como medidas de isonomia entre todos os empregados,
inclusive do grupamento C e anistiados, complementação salarial nos
casos de afastamento por motivos de saúde, incorporação de função
e questões previdenciárias relativas à FAPES, entre outras.