Sindicatos assinam acordo coletivo aditivo com o BNB

A Contraf-CUT e os
sindicatos assinaram na manhã desta terça feira (21), com o Banco
do Nordeste do Brasil (BNB), em Fortaleza, o acordo coletivo aditivo
à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) de 2014/2015. O presidente
do banco, Nelson Antônio de Souza, participou da solenidade.

Os
bancários de Pernambuco foram representados pela presidenta do
Sindicato, Jaqueline Mello, e pelo diretor Fernando Batata. Para
Jaqueline, o acordo assinado com o BNB garante avanços para os
funcionários. “Conseguimos valorizar o piso com reflexo em todo o
plano de carreira e, principalmente, garantimos a contratação de
mais 1.300 bancários para desafogar a sobrecarga de trabalho”, diz
Jaqueline.

Segundo o diretor do Sindicato Fernando Batata,
apesar dos avanços, os bancários do BNB ainda têm uma série de
reivindicações, que serão negociadas agora na mesa permanente.
“Queremos avanços no PCR, esse é um dos principais anseios dos
funcionários. Continuaremos mobilizados para pressionar o banco nas
negociações permanentes, que serão retomadas em breve”, diz
Batata.

O aditivo também garante reajuste salarial de
8,5% e valorização de 9% no piso, que terá alcance em todos os
níveis do PCR. Também assegura a criação de mais um nível, com
promoção mediante desempenho da carteira, para os gerentes de
negócios do Pronaf, que têm remuneração inferior aos demais
gerentes de negócios da instituição, além da efetivação dos
caixas substitutos, entre outros avanços. 

Compensação
dos dias parados –
 Os dias parados na greve não serão descontados do salário dos bancários e mais da metade das horas serão abonadas. Segundo Jaqueline, em Pernambuco parte das horas deverá ser compensada no mesmo formato do acordo com a Fenaban, que prevê a reposição de, no máximo, uma hora por dia até 31 de outubro, para quem trabalha seis horas, e até 7 de novembro, para quem trabalha oito horas. “As horas que sobrarem serão anistiadas após essas datas”, explica Jaqueline.

Já os bancários de outros estados, que continuaram em greve por mais alguns dias, ficou definido que a compensação para os que trabalham seis
horas vai até o dia 18 de novembro. Para os que fazem jornada de oito horas, a compensação vai até o dia 28 de novembro, sempre repondo, no máximo, uma hora por dia. “O banco queria descontar as horas paradas das bases que prolongaram a greve. Foi uma negociação difícil, mas conseguimos garantir a compensação também nos mesmos moldes da Fenaban, com o abono de mais da metade das horas da greve”, finaliza Jaqueline.

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