
Diretores e
funcionários do Sindicato, bancários e militantes se uniram nesta
terça-feira, dia 21, à imensa corrente vermelha que tomou as ruas
de Pernambuco. Em Petrolina, Goiana e Recife, a militância deu o seu
recado: estão todos unidos para evitar o retrocesso nas urnas. Para
os bancários em especial, o governo tucano significa redução do
papel dos bancos públicos e perda de direitos para os
trabalhadores.
Foram mais de 50 mil pessoas que se
concentraram no Parque 13 de Maio, se espalharam pela Boa Vista e se
espremeram para ver Dilma e Lula passarem pelas ruas do Recife.
Cantando e gritando palavras de ordem, o grupo reuniu indígenas,
trabalhadores rurais e urbanos, gente dos movimentos sociais e
populares, antigos militantes que voltaram a usar suas camisas
vermelhas. No percurso, cobradores e motoristas de ônibus saudavam a
caminhada com bandeiras vermelhas.
A caminhada seguiu até a
Praça do Diário e passava das oito da noite, quando Dilma iniciou
sua fala. “Eu
quero dizer algumas coisas simples para vocês: a primeira é que eu
estou muito feliz em estar aqui em Pernambuco; a segunda é que eu
amo vocês; a terceira é que eu nunca vi um ato tão alegre, tão
feliz, tão carinhoso (…) Vocês são um povo consciente,
trabalhador, libertário (…) E tenho muito orgulho de estar ao lado
de vocês”.
>> Sindicato protesta contra proposta do PSDB de esvaziar papel dos bancos públicos
Apoios
– Os bancários, em decisão nacional, estabeleceram
o apoio à candidata Dilma Rousseff. Os diretores do Sindicato
explicam porque votar em Dilma é dar continuidade a um projeto
social que beneficia os trabalhadores e votar em Aécio representa um
retrocesso.
“O novo mandato da presidenta Dilma aprofundará
as mudanças, com a ampliação de projetos públicos e o
fortalecimento da função social dos bancos públicos”.
Jaqueline
Mello, presidenta do Sindicato
“Os bancários, sobretudo
dos bancos públicos, que trabalhavam na época do governo FHC
lembram muito bem do período difícil que vivemos, com arrocho
salarial, retirada de direitos e desemprego. Após o governo do PT a
história mudou, com aumentos reais de salários todos os anos, mais
direitos e mais bancários”.
Fabiano Félix,
secretário-geral do Sindicato
“No governo do PT,
nordestino e pobre tem vez e voz. Pernambuco, ontem, na passeata em
apoio a Dilma, mostrou que é 13. Não aceitamos o voto definido por
uma oligarquia e uma família que quer dominar nosso estado. Quem
conhece a história do Brasil, vota 13”.
Suzineide Rodrigues,
secretária de Finanças do Sindicato
“Ontem,
na caminhada com Dilma e Lula, Recife deu um basta no projeto de uma
oligarquia aliada ao capital estrangeiro. Sofri na pele as
privatizações dos bancos públicos. Era funcionário do Bandepe,
quando ele foi privatizado pelo governo do PSDB”.
Epaminondas
Neto, secretário de Administração do Sindicato
“No
governo FHC, houve a tentativa de privatizar a Caixa, o Banco do
Brasil e BNB. Essas privatizações interessam a quem? Aos banqueiros
e ao capital internacional. Pernambuco é um estado libertário e
precisa agir como tal, votando Dilma em defesa dos
trabalhadores”.
Daniella Almeida, secretária de Bancos
Públicos
“Não é possível continuar melhorando a vida
das pessoas mais pobres, se os bancos públicos forem saneados, como
Aécio Neves propõe. Se eu pudesse falar com a presidenta, diria: vá
para o debate de sexta-feira [debate presidencial, organizado pela
rede Globo] com a serenidade de quem vai ganhar a eleição e a tem a
confiança da população”.
Sandra Trajano, secretária da
Mulher do Sindicato
“Voto
em Dilma porque eu vivi, junto com os bancários do Brasil,
especialmente os pernambucanos, uma época sombria, onde o
trabalhador foi massacrado pelo PSDB. E, principalmente, porque vi
colegas do BB e da Caixa tirarem sua própria vida por conta do
violento ataque de FHC aos bancos públicos. Não quero que essa
história se repita jamais”.
João Rufino, secretário
de Formação do Sindicato
“As mudanças sociais
incomodam as elites. Precisamos continuar melhorando a vida da
população, por isso votamos 13”.
Luiz Freitas, secretário
de Aposentados
“Não
deixaremos Aécio sucatear os bancos públicas para depois
privatizá-los”
Geraldo
Times, secretário
de Bancos Privados
“Pernambuco
demonstrou que vai reverter, no segundo turno, o resultado do
primeiro. No governo de Dilma e Lula, o Nordeste se desenvolveu
muito, fortalecendo a unidade nacional”.
Expedito Solaney,
diretor do Sindicato
“O governo de Lula representou a
Revolução dos Trabalhadores no Brasil. E o governo Dilma, a sua
consolidação. Os bancos públicos são essenciais para os programas
sociais do governo. Sou funcionário de banco privado e sei muito bem
como esses bancos tratam os trabalhadores”.
Alan Patrício,
diretor do Sindicato
“Sou funcionário do BNB há 38
anos, e lembro bem do governo FHC, que Aécio tanto admira. Era um
governo de terror e perseguição, de risco de ser transferido para
longe por retaliação, de 10 ou 12 horas de trabalho por dia. O
Nordeste precisa dar continuidade ao governo que valorizou nossa
região e a parte da nossa população que mais precisa de
apoio”.
Fernando Batata, diretor do Sindicato
“O
PSDB, no governo FHC, privatizou os bancos públicos, e Aécio quer
privatizar mais, mas o povo brasileiro não aceita mais isso.
Domingo, dia 26, é Dilma 13 presidenta!”
Ronaldo Cordeiro,
diretor do Sindicato