A
presidenta Dilma Rousseff (PT)
enviou
carta aberta à Contraf-CUT
nesta quinta-feira, dia
23, endereçada aos bancários dos bancos públicos. No
documento, ela
assume o compromisso de fortalecer as instituições financeiras
federais, “que são indispensáveis para a economia brasileira e
um patrimônio da sociedade”, e pede o voto de seus
funcionários. A
carta foi em resposta aos documentos entregues por representantes dos
bancários no dia 15 de outubro, solicitando compromissos com os
bancos públicos.
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Leia
a carta de Dilma aos bancários
Para
a presidenta do Sindicato, Jaqueline Mello, os bancos públicos
correm risco de desaparecer, caso o candidato Aécio Neves (PSDB)
seja eleito presidente. “O próprio Armínio Fraga, que já foi
nomeado ministro da Fazenda por Aécio, caso seja eleito, disse que
não vai sobrar muito dos bancos públicos na sua eventual gestão.
Os funcionários do BB, Caixa e BNB sabem muito bem como foi o
período de governo do PSDB: arrocho salarial, retirada de direitos e
preparação para privatizar os bancos”, comenta Jaqueline.
Na
carta aberta enviada
pela presidenta Dilma, a candidata à reeleição
manifesta “satisfação por termos cumprido, desde o primeiro
dia de governo do Presidente Lula e em todo meu governo, nosso
compromisso com o fortalecimento dos bancos públicos”, cujo
“primeiro e fundamental passo foi a valorização dos
bancários”.
“Recuperamos a capacidade do Banco do
Brasil, da Caixa, do BNDES, do BNB e do BASA de atuar em favor do
Brasil”, acrescenta a presidenta da República na carta aberta,
lembrando que “o comportamento dos bancos públicos na crise em
2009 foi exemplar, quando, por orientação do Governo Federal,
forneceram crédito em grande volume para que a sociedade brasileira
mantivesse a atividade econômica e o nível de emprego”.
“É
esse o modelo que defendemos, ao contrário do modelo tucano que
relegou os bancos públicos a meros coadjuvantes do sistema
financeiro privado, deixando a atividade produtiva à mercê de
extorsivas taxas de juros. Sabemos onde vai dar esse caminho
equivocado: demissão, arrocho e, por fim, privatização, como
ocorreu com os bancos estaduais no passado”, enfatiza a
presidenta Dilma.
E conclui: “Tenho confiança de que
estamos no caminho certo em nosso compromisso com o fortalecimento
dos bancos públicos, que são indispensáveis para a economia
brasileira e um patrimônio da sociedade. Juntos, bancos públicos,
seus funcionários e o Governo Federal, fizemos muito, e faremos
muito mais. Deixo aqui meu abraço e peço o seu voto para que
possamos, juntos, fortalecer ainda mais os bancos públicos
brasileiros e os seus funcionários”.
Diferenças
de PSDB e PT – Não
foram só os funcionários dos bancos públicos que sofreram durante
os governos do PSDB. O
número de bancários nos dois mandatos de FHC, de 1995 a 2002, caiu
30,3% no Brasil. Já nos governos do PT, de 2003 a 2014, a geração
de emprego entre os bancários fez a categoria crescer 28%.
Na
questão salarial, os bancários só amargaram derrotas no governo
FHC. Somando todas as campanhas salariais ocorridas na era tucana, o
reajuste ficou bem abaixo da inflação: 8,6% de perdas nos bancos
privados.
A situação para os trabalhadores dos bancos
públicos foi ainda pior: a perda real no período foi de 36,3% no
Banco do Brasil e de 40% na Caixa. Para piorar a situação, o
governo do PSDB retirou uma série de direitos dos funcionários dos
bancos públicos, conquistados com muita luta.
Já
nos governos do PT, entre 2004 e 2014, os empregados dos bancos
privados acumularam ganhos reais, acima da inflação, de 20,7%. Nos
públicos, esses aumentos reais somaram 21,3% e a grande maioria dos
direitos retirados foram restabelecidos.
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