Santander promete apresentar nova proposta para acordo coletivo no dia 6

Depois de muita pressão
dos sindicatos, o Santander se comprometeu a apresentar um nova
proposta, no próximo dia 6, para a renovação do acordo coletivo
dos funcionários, aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho. Esse
foi o principal resultado da quarta rodada de negociação, ocorrida
na manhã desta quinta-feira, dia 23, em São Paulo.

Durante a
reunião, os bancários frisaram que a proposta feita na rodada
anterior, no último dia 14, não trouxe nada de novo, limitando-se a
fazer adequações em cinco cláusulas do aditivo vigente (leia
mais aqui).

A
dirigente sindical Tereza Souza, que representa os bancários do
Nordeste nas negociações, destaca que o Santander lucrou quase R$ 3
bilhões nos primeiros seis meses deste ano e têm totais condições
de atender as reivindicações dos funcionários.

“Os
bancários merecem ser valorizados com um acordo que contemple nossas
demandas. Queremos acabar com as demissões imotivadas no Santander,
proteger o emprego e melhorar as condições de trabalho, de saúde e
de previdência. São questões fundamentais para fecharmos um
acordo”, diz Tereza.

Os dirigentes sindicais cobraram o fim
das demissões, da rotatividade e das terceirizações, mais
contratações e um centro de realocação para evitar dispensas em
caso de fechamento de agências. “Deixamos claro que falta
funcionários, a sobrecarga de trabalho é gritante e que as metas
são abusivas. Esses problemas têm adoecido os bancários e
esperamos respostas para melhorar a situação na próxima
negociação”, destaca Tereza.

Entre outros pontos, os
representantes dos bancários defenderam o fim das reuniões diárias
para a cobrança de metas, fim das metas para a área operacional e a
proibição de descontos de comissões por venda de produtos.

Outras
reivindicações –
Os dirigentes sindicais voltaram a insistir
na ampliação das atuais 2.500 bolsas para a primeira graduação,
hoje no valor de 50% da mensalidade e limitadas a R$ 442,80. Foi
discutida também a melhoria da cláusula de igualdade de
oportunidades, visando garantir que não haja discriminações de
gênero, raça, idade, orientação sexual ou deficiência.

Os
representantes dos trabalhadores defenderam também o atendimento das
demais reivindicações da pauta específica, tais como a manutenção
do plano de saúde na aposentadoria nas mesmas condições vigentes
quando na ativa; PLR para funcionários afastados por licença
médica; isenção de tarifas e a redução das taxas de juros para
funcionários e aposentados; auxílio moradia; auxílio academia para
todos; licença remunerada à mulher vítima da violência; licença
não remunerada para fins de estudo.

O banco ficou de
apresentar uma proposta global na próxima rodada, agendada para o
dia 6 de novembro, às 10h30, em São Paulo.

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