
O
Sindicato participou nesta terça 11 do Dia Nacional de Luta por
avanços no acordo
aditivo do
Santander. As atividades ocorreram nacionalmente e, em Pernambuco, os
dirigentes sindicais visitaram as agências do Santander Veneza,
Conde da Boa Vista e Imperatriz para dialogar com os trabalhadores.
>>Veja a galeria de fotos do protesto
“Nesta quinta-feira,
teremos
a sexta rodada de negociação e o Santander até
agora não
avançou
no que se refere às reivindicações
sobre condições
de trabalho”, afirma Tereza
Souza, bancária do Santander e diretora da Fetrafi-NE (Federação
dos Trabalhadores do Ramo Financeiro no Nordeste).
Esta é a
grande trava nas discussões. O banco se nega a debater o que hoje é
o principal problema para os funcionários: metas abusivas,
realização de teleconferências e reuniões constantes para
cobrança de metas. “Não é à toa que o Santander é o banco que
mais adoece trabalhadores. A gente acorda pensando nas metas, vai
dormir pensando nas metas…”, afirma o secretário de
Administração do Sindicato, Epaminondas Neto, também funcionário
do banco.
Em
carta aberta, os trabalhadores denunciam a
falta de funcionários, metas abusivas, sobrecarga de serviço e
assédio moral no
banco, que
ocupa as primeiras posições do ranking de reclamações de clientes
no Banco Central. “Enquanto isso, o Santander gasta milhões em
propaganda como na Fórmula 1 e na Copa Libertadores. Cada
diretor-executivo
ganha, em média, R$ 5,7 milhões este
ano,
considerando salários, bônus e participação nos resultados,
conforme foi aprovado na assembleia dos acionistas do banco em
abril”, denuncia
o documento.
Funcionária do Bradesco, a secretária de
Finanças do Sindicato Suzineide Rodrigues ressaltou a importância
do aditivo. “O Santander é o único banco privado que – a exemplo
da Caixa, BB e BNB -, possui um acordo aditivo para tratar de suas
questões específicas. Mas é preciso que este instrumento sirva
para ampliar as garantias. O Santander deve ao Brasil 20% de seu
lucro mundial. Em nenhum outro país o banco ganhou mais. Até
na Espanha, o lucro foi menor, de 14%. No entanto, os bancários
brasileiros não são valorizados”, afirma Suzi.