Ricardo Pimentel tem 31
anos de serviços prestados ao Bradesco. Há dois anos e meio, era o
gerente geral da agência de Vitória de Santo Antão, depois de
passar vários anos gerenciando agências na Paraíba. Em dezembro
passado, ele foi dispensado dos quadros do banco. Portador de doença
ocupacional, ele procurou o Sindicato que garantiu, na Justiça, sua
reintegração.
Segundo Ricardo, há vários anos ele vinha
sentindo dores nas costas e ombros. Em exame periódico, chegou a
comunicar os sintomas à médica do banco. “Ela disse que era
tensão muscular e me mandou tomar um Dorflex”, conta. E completa:
“Acabei deixando pra lá. Sabe como é, né? Se a gente, que é
gerente geral, disser que está doente, acaba sendo
prejudicado…”
O prejuízo à saúde já existia. Mas,
somente depois da demissão, quando procurou o Sindicato, ele
recorreu aos médicos e obteve um diagnóstico. “Fui em três
médicos diferentes. Todos constataram calcificação, com
crescimento nos ossos do ombro”, diz Ricardo. O Sindicato o
encaminhou ao INSS, que reconheceu o acidente de trabalho. O processo
judicial foi conduzido pela advogada Márcia Freire, que presta
serviços ao Sindicato.
Nesta quinta, dia 9, Ricardo foi
oficialmente reintegrado ao Bradesco de Vitória, acompanhado pelo
oficial de Justiça; pelos diretores do Sindicato Wellington Trindade
e Paulo Henrique; e pelo dirigente da Fetrafi-NE (Federação dos
Trabalhadores do Ramo Financeiro no Nordeste), Bruno Maia, que
trabalha na mesma agência.
No entanto, ele permanece de
licença pelo INSS. “Estou tomando remédios, já fiz várias
sessões de fisioterapia. Não tenho mais forças na mão. Até para
atender o celular é difícil”, conta.