A agência inteira do Bradesco Prime,
na Agamenon Magalhães, comemorou a reintegração do gerente geral
da unidade, Francisco Barbosa, no último dia 24. Demitido em
novembro do ano passado, quando faltavam cinco meses para sua
estabilidade pré-aposentadoria, ele foi oficialmente reintegrado no
dia 24: mesmo dia em que completaria os 28 anos de banco, que
garantem a estabilidade. “Foi uma reintegração emocionante. Do
vigilante aos gerentes, todos vibraram de alegria”, conta a
advogada Keyla Freire, que acompanhou o caso.
Francisco é portador de doença
ocupacional. Embora relatasse os sintomas durante os exames
periódicos, nunca saiu de licença ou procurou ajuda médica. “O
Sindicato o orientou a realizar alguns exames e o encaminhou ao INSS,
que reconheceu o acidente de trabalho”, explica o secretário de
Saúde do Sindicato, Wellington Trindade. A ação judicial foi
movida por meio do escritório Lapenda & Freire Advogados
Associados, que presta serviços ao Sindicato.
Francisco assumira a gerência do
Bradesco Prime cerca de um ano e meio antes de ser demitido.
Conseguiu que a unidade passasse da 13ª para a segunda colocação
no ranking de agências. “A maneira como ele foi recebido pelos
colegas da agência mostram que ele tinha, também, excelente
capacidade de integrar a equipe. Ou seja, não havia qualquer motivo
técnico para a demissão. Felizmente, conseguimos fazer justiça e,
assim que tiver alta pelo INSS, Francisco reassume sua função”,
completa a secretária de Finanças do Sindicato, Suzineide Rodrigues.
NO SANTANDER – Outras duas
reintegrações aconteceram no Santander. Thyelle Barros trabalhou na
agência do Santander do Cabo e, aos sete meses de gravidez, foi
vítima de sequestro por um grupo de assaltantes de bancos. “Foi um
episódio traumatizante. Ela foi deixada em um matagal depois do
sequestro. Teve que se afastar por transtorno psicológico”, conta
Wellington Trindade.
À licença por acidente de trabalho,
somou-se a licença-maternidade e, de volta ao banco, Thyelle foi
demitida. Os sintomas do transtorno psíquico, no entanto,
continuavam. Ela permanecia em tratamento e ainda sofre com
dificuldades de concentração e acessos de pânico. O INSS
reconheceu o acidente e Thyelle garantiu, na Justiça, seu retorno ao
banco. Mas permanece de licença até o fim do mês.
Karine Cavalcanti integra a cota de de
portadores de necessidades especiais dos quadros do Santander. Ela
tem uma amputação na perna direita e, em 2013, sofreu uma queda em
frente a sua agência, rompendo os ligamentos da perna esquerda.
“No entanto, ela continuou
trabalhando, não procurou o médico e a sobrecarga acabou lesionando
também a prótese. Sete meses depois, quando
finalmente ela foi buscar ajuda e teve o diagnóstico, o INSS já não
tinha como configurar o acidente de trajeto. Saiu de licença, mas
sem estabilidade. Quando voltou, foi demitida”, conta Wellington.
O Sindicato a encaminhou para exames
complementares, que diagnosticaram outras patologias decorrentes do
trabalho. O INSS reconheceu as doenças ocupacionais e Karine
conseguiu seu emprego de volta.