Mais uma agência bancária foi assaltada, nesta quinta-feira, dia 30. Esse foi o 18º assalto a banco no estado, neste ano. Desta vez, foi a agência do Itaú de Bairro Novo, em Olinda. Apesar de ainda estarmos no fim de abril, o número de assaltos desse ano já supera o total de todo o ano de 2014, em que ocorreram 16 assaltos.
Homens que portavam armas de brinquedo entraram na agência e renderam os vigilantes. A ação foi violenta. Os criminosos agrediram bancários e clientes. Além disso, levaram um grande montante em dinheiro.
De acordo com o diretor do Sindicato e representante de Pernambuco no Coletivo Nacional de Segurança Bancária da Contraf-CUT, João Rufino, a quantidade insuficiente de vigilantes para o tamanho da agência pode ter facilitado a investida criminosa. “A agência é grande, tem muitos pontos cegos e apenas dois vigilantes. Seria preciso, pelo menos, mais um, para que a segurança fosse mais efetiva”, afirma.
Rufino conta, ainda, que muitos clientes dessa agência reclamam da falta de policiamento ostensivo na área. Quanto ao aumento vertiginoso do número de assaltos a banco no estado, o diretor explica que “além de estarmos vivendo um momento de fragilidade na segurança pública em Pernambuco, as agências bancárias têm se tornado alvo fácil de bandidos, pelas conhecidas falhas na segurança delas”.
O diretor ressalta que enquanto os bancos não mudarem de postura e admitirem que a segurança nas agências é frágil, essa grande quantidade de assaltos continuará.
Agências de Negócio – Rufino lembra também que, na reunião do Coletivo Consultivo de Assuntos de Segurança Privada, ocorrida nesta quarta-feira, dia 7, em Brasília, a Polícia Federal determinou a retirada dos caixas de autoatendimento das agências de negócio.
Sob o argumento de que essas agências são exclusivamente para fazer negócios, os bancos alegam que não precisam seguir o protocolo de segurança, como manter porta com detector de metais e vigilantes. Apenas em Pernambuco, duas agências desse tipo já foram assaltadas este ano, o que evidencia a fragilidade dos argumentos dos banqueiros. “Independente de ter caixa eletrônico, toda agência bancária tem funcionários. Portanto,a segurança precisa ser garantida. Mais importante do que qualquer patrimônio é a vida das pessoas”, completa Rufino.