Os bancários fazem paralisações em diversas agências do estado
nesta sexta-feira, 29: Dia Nacional de Paralisação contra o retrocesso nos
direitos trabalhistas e humanos. O foco do movimento será a Avenida Conde da Boa
Vista, onde será realizado um ato em frente à agência do BNB.
Durante a tarde, os bancários se juntam ao ato promovido pelas
centrais sindicais e movimentos sociais, cuja concentração está prevista para
14 horas, em frente à sede da Fiepe (Federação das Indústrias de Pernambuco),
em Santo Amaro, no Recife.
“Nosso princípio é de que direito não se tira, se amplia. Então, é
fundamental que a gente se organize e lute contra todos estes ataques que vem
sendo feitos aos direitos dos trabalhadores. É o caso do projeto que escancara
a terceirização, aprovado pela Câmara e que tramita no Senado, e das medidas
que compõem o pacote de ajuste fiscal do governo, recém aprovadas pelos
senadores”, afirma a presidenta do Sindicato, Jaqueline Mello.
Outras categorias que já confirmaram presença foram os metroviários, rodoviários e professores da Rede Estadual. Os metroviários param por 24 horas. Já os rodoviários cruzam os braços durante a manhã e a ideia é travar a Avenida Guararapes com os coletivos para que nenhum consiga circular. Já os professores retomam a greve que havia sido suspensa para negociação. No entanto, o diálogo se mostrou infrutífero já que o governo insiste em descumprir Lei Federal e apresentar reajuste inaceitável.
Estão
juntos os movimentos sociais e a maioria das centrais sindicais, em todo o
país. “É uma luta que diz respeito a todos. Estão em jogo projetos que atingem
os trabalhadores, mas também que atingem toda sociedade, sobretudo os mais
excluídos. É o caso do projeto de redução da maioridade penal”, ressalta a
secretária de Finanças, Suzineide Rodrigues.
>> Confira a convocação da TV DOS BANCÁRIOS
Ajuste Fiscal – As MPs 664 e 665,
aprovadas pela Câmara e mais recentemente pelo Senado, fazem parte do pacote de
ajuste fiscal elaborado pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy e foram
anunciadas pelo governo no dia 30 de dezembro do ano passado, sem qualquer
debate com as centrais sindicais. As medidas mudam as regras de concessão e
dificultam o acesso a benefícios como seguro-desemprego, abono salarial,
seguro-defeso, pensão por morte e auxílio-doença.
>> Senado aprova MP que muda regras previdenciárias
>> Senado aprova MP que muda regras de
acesso ao seguro-desemprego e abono salarial
Para
a CUT, essas medidas, assim como a aprovação precipitada do PL 4330, penalizam
os trabalhadores mais fragilizados, em especial os que são o público alvo do
sistema de seguro-desemprego e pensão por morte.
Desde
o anúncio do pacote, a central tem realizado atividades, algumas delas com a
participação do Sindicato. É o caso do Dia Nacional de Luta no dia 26 de
janeiro, da Mobilização Nacional em Defesa dos Direitos Trabalhistas no dia 2
de março; além de reuniões e vigílias no Congresso Nacional.
Para
o movimento sindical, o ajuste fiscal não pode ser feito nas costas do
trabalhador. “É preciso debater a taxação das grandes fortunas, a diminuição da
sonegação fiscal, o aumento da arrecadação do imposto territorial rural e sobre
herança”, afirma o presidente da CUT, Vagner Freitas.
Terceirização – Quanto ao projeto da
terceirização, que tramita no Senado como PC30, sua aprovação seria a maior
perda em anos de organização e luta dos trabalhadores. Ela permite a ampliação
da terceirização para qualquer atividade na empresa, inclusive estatais e
sociedades de economias mistas como Banco do Brasil, Petrobras e Caixa
Econômica Federal.
Também
possibilita a transformação dos trabalhadores com carteira assinada em pessoas
jurídicas (PJ), sem direitos como 13º salário, férias e FGTS e afetam
diretamente a possibilidade de representação sindical.
>> Confira a Revista dos Bancários de abril, com reportagem
sobre terceirização