
O processo de venda dos
ativos do HSBC no Brasil está sendo liderado pela direção do banco
em Londres. A informação foi passada pelos diretores brasileiros do
banco no final da tarde desta sexta-feira (24), em reunião com
dirigentes sindicais.
Os bancários de Pernambuco foram
representados na reunião pelo diretor do Sindicato, Alan Patrício.
Segundo ele, os dirigentes sindicais cobraram dos diretores do banco
mecanismos para impedir as demissões no processo de venda.
“O
HSBC está no Brasil há mais de duas décadas e sempre lucrou muito
aqui em nosso país. Não podemos admitir que, depois desses anos
todos, o banco deixe o Brasil com um legado de desemprego em massa.
Os sindicatos deixaram claro para os diretores do banco que os
bancários do HSBC estão mobilizados e prontos para lutar em defesa
do seu emprego, seja quem for o comprador do banco”, afirma
Alan.
Além da proteção ao emprego, os representantes do
HSBC também ficaram de avaliar outras reivindicações dos
sindicatos, como o fim do assédio moral e da cobrança abusivas, que
estão sendo praticadas por alguns gestores.
Já o diretor de
Recursos Humanos do HSBC, Juliano Ribeiro Marcilio, e os diretores de
Relações Sindicais, Marino Marino Rodília e Gilmar Lepchak,
afirmaram que o banco deve seguir trabalhando normalmente até que o
novo comprador assuma. Eles elogiaram a qualidade e a qualificação
dos bancários do HSBC.
O movimento sindical destacou na
reunião que uma forma de demonstrar o quanto são valiosos esses
trabalhadores é lhes dando garantias de direitos e de emprego. Os
representantes do banco garantiram que, sob sua gestão, não haverá
demissão em massa.
Mobilização – Enquanto a venda
do HSBC não concretiza, Alan diz que os sindicatos e os bancários
vão aumentar a pressão pela garantia de emprego. “Entendemos
ser imprescindível a manutenção da mobilização que estamos
fazendo em Brasília para cobrar apoio do Cade, do Banco Central e do
governo. Esperamos que o governo não permita que os bancários do
HSBC fiquem com a parte ruim da negociação. Contamos com a atuação
do Planalto em prol dos mais de 21 mil empregos nos país”, afirma
Alan.
“Acreditamos que uma saída seria a federalização
do HSBC pelo governo federal, o que evitaria o crescimento da crise
econômica e do desemprego no país. Isso também fortaleceria o
papel do governo no sistema financeiro nacional e a sua atuação
como fomentador do desenvolvimento através do crédito justo com
visão de atuação regional e nacional. O povo brasileiro merece”,
sugere Alan.