
A 17ª Conferência
Nacional dos Bancários terminou neste domingo, dia 2, em São Paulo,
com a aprovação da pauta de reivindicações e a estratégia de
mobilização para a Campanha 2015. Entre as principais demandas da
categoria estão o reajuste salarial de 16%, valorização do piso
com a elevação para o valor do salário mínimo calculado pelo
Dieese (R$ 3299,66 em junho), PLR de três salários mais R$
7.246,82, defesa do emprego, combate às metas abusivas e ao assédio
moral e fim da terceirização (veja as principais reivindicações
no final da matéria).
Para a presidenta do Sindicato,
Suzineide Rodrigues, de todas as reivindicações aprovadas, a
principal, este ano, será a defesa do emprego.
“Estamos vivendo um
momento problemático para a categoria bancária, com demissões e
redução de quadro de funcionários em praticamente todos os bancos”, diz Suzi.
“Para piorar, temos a venda do HSBC para o Bradesco e diversos
projetos de lei que regulamentam a terceirização ilegal, em
tramitação no Congresso Nacional. Esta é a hora de lutar por
nossos empregos e garantir que milhares de pais e mães de família
tenham segurança para trabalhar nos bancos”, explica a presidenta do Sindicato.
A
pauta aprovada pela Conferência Nacional ainda precisa ser
homologada pelos bancários em todo o país. Em Pernambuco, o
Sindicato realiza assembleia com a categoria nesta quarta-feira, dia
5, às 19h, na sede da entidade (Av. Manoel Borba, 564, Boa Vista,
Recife). Leia mais sobre a assembleia aqui.
Após a
aprovação da pauta, o Comando Nacional dos Bancários entregará as
reivindicações para os bancos. A entrega está pré-agendada para o
dia 11 de agosto, em São Paulo.

A Conferência –
Participaram da Conferência Nacional, aberta nesta sexta-feira (31),
cerca de 700 bancários de todos os cantos do Brasil (leia a
cobertura completa).
Para o presidente da Contraf-CUT,
Roberto Von der Osten, a categoria realizou uma grande conferência,
com muito debate político. “Esse é um processo que nós
inventamos, a partir da década de 80, de construir democraticamente
a nossa luta. Construir num formato que os bancários e as bancárias
sentem pertencimento, sentem vontade de participar”, avaliou
Roberto Von der Osten.
O presidente da Contraf-CUT lembrou que
foram realizadas 48 mil consultas pelos sindicatos entre os bancários
para construção da pauta da Campanha. “A categoria disse o que
ela quer como índice, o que é prioridade na questão de saúde, de
emprego e remuneração. Nós temos os debates nos sindicatos, depois
nas federações e o coroamento, o fechamento disso, é nossa
Conferência Nacional, que aprova a minuta”, explicou o
dirigente.
“A Campanha Nacional 2015 começa agora”,
afirmou o presidente da Contraf-CUT. “Ao entregarmos a minuta para
os banqueiros começam as negociações. Há possibilidade de
conflitos, mas depois a resolução. E chegamos a uma Convenção
Coletiva. O Brasil vive agora uma crise política, que foi
transformada em crise econômica. Mas nossos patrões navegam num mar
tranquilo. Tiveram lucros altíssimos, apresentados no primeiro e
segundo trimestres. Temos certeza que eles terão responsabilidade e
coerência na negociação com a gente. E que vamos ter o ganho real
que estamos reivindicando e vamos trazer mais conquistas para a
categoria”, acrescentou Roberto .
Conjuntura
Nacional – Os 667 delegados e delegadas que participaram da
17ª Conferência também discutiram temas importantes da conjuntura
nacional, como as consequências do processo de terceirização,
reforma tributária, desenvolvimento econômico e estrutura do
sistema financeiro atual. Também houve duras críticas ao último
aumento da taxa Selic, que passou para 14,25% ao ano, e ao ajuste
fiscal, liderado pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy.
